Não
é novidade, mas muito estava envolvido no confronto entre Argentina e México
por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2010.
O
objetivo portenho é conquistar o título depois de 24 anos, novamente tendo
Maradona entre os personagens principais e Messi buscando sua confirmação como um
dos melhores da história do país e do futebol. Já os mexicanos lutavam para
fazer sucumbir o complexo de inferioridade diante de potências do futebol.
Eliminado na segunda fase da Copa nas quatro edições anteriores, o elenco de
2010 também objetivava atingir ao menos as quartas de final, para igualar o
melhor feito do futebol do país, em 1970 e 1986, ambas as vezes jogando em
casa. Vale lembrar que a última das eliminações mexicanas foi justamente há
quatro anos, para a mesma Argentina, na prorrogação (2x1).
O
presente cenário talvez explique a atmosfera tensa durante toda a partida,
sensação que ficaria ainda mais aflorada com um equívoco decisivo do trio de
arbitragem.
O
erro do italiano trio do apito aconteceu em um lance capital para o jogo, e
resultou na validação do gol de Carlitos Tévez, que abriu o placar para a
Argentina. É importante ressaltar que o lance foi conseqüência de um raro
ataque portenho no 1º tempo. Até ali, o México dominava a partida tática e
tecnicamente, tendo inclusive acertado a trave de Romero.
Isso
se explica pelo posicionamento tático revisto por Javier Aguirre, que escalou a
seleção mexicana no 4-4-2, abandonando naquele momento o 4-3-3 usado na 1ª
fase. Giovani dos Santos, que atuou na ponta direita do ataque na fase de
grupos, foi recuado para fazer a armação ao lado de Guardado, e também para
auxiliar na composição da marcação no meio de campo, acompanhando Maxi
Rodriguez e Di Maria, que junto de Messi, formavam a meia cancha criativa da Argentina,
no 4-1-3-2.
A
Argentina era devidamente testada, como não havia sido no Mundial (a Coreia do
Sul fez um bom jogo contra os hermanos, mas não ameaçou a Argentina enquanto se
defendeu bem), mas essa situação desfavorável não perdurou durante a maior
parte do jogo, como gostariam os mexicanos. Depois da infelicidade dos árbitros
ao validar gol de Tévez, foi a vez de Osorio ser infeliz. Higuain não perdoou.
Se a fatura não estava totalmente liquidada, estava quase, pois os gols
abalaram a boa partida que os jogadores mexicanos vinham fazendo. A Argentina
não fazia um bom jogo, mais uma vez, mas vencia por 2x0.
E
Tevez ainda fez um golaço de fora da área logo no retorno do intervalo, pra
acabar com quaisquer chances de reação do México, e para reforçar o dito complexo
de inferioridade futebolístico. Que Hernandez tratou de atenuar, ao marcar um
golaço que não deixou de evidenciar mais uma vez a fragilidade da zaga
argentina com Demichelis.
Nesse
momento o México já havia colocado os atacantes Barrera e Franco em campo, e
partido de vez para o ataque. Com o jogo decidido, Maradona pretendeu fazer de
tudo para Messi encontrar o caminho do gol, e posicionou “a pulga” no ataque,
com liberdade para pintar a goleada no contra-ataque, mas o craque argentino
jogou muito mal nesta oportunidade. Para isso, sacou Tevez, que saiu nervoso, e
escalou Verón.
O
3x1 ficou inalterado até o fim, mas a vantagem argentina no placar não foi
reflexo da partida. Espera-se um grande desafio para a seleção de Maradona nas
quartas de final, quando enfrenta uma seleção ajustada, veloz, e consciente
taticamente. Será um jogão. E vejo os alemães jogando água no “vinho”
argentino.
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