domingo, 27 de junho de 2010

Argentina 3x1 México


Não é novidade, mas muito estava envolvido no confronto entre Argentina e México por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2010.

O objetivo portenho é conquistar o título depois de 24 anos, novamente tendo Maradona entre os personagens principais e Messi buscando sua confirmação como um dos melhores da história do país e do futebol. Já os mexicanos lutavam para fazer sucumbir o complexo de inferioridade diante de potências do futebol. Eliminado na segunda fase da Copa nas quatro edições anteriores, o elenco de 2010 também objetivava atingir ao menos as quartas de final, para igualar o melhor feito do futebol do país, em 1970 e 1986, ambas as vezes jogando em casa. Vale lembrar que a última das eliminações mexicanas foi justamente há quatro anos, para a mesma Argentina, na prorrogação (2x1).

O presente cenário talvez explique a atmosfera tensa durante toda a partida, sensação que ficaria ainda mais aflorada com um equívoco decisivo do trio de arbitragem.
O erro do italiano trio do apito aconteceu em um lance capital para o jogo, e resultou na validação do gol de Carlitos Tévez, que abriu o placar para a Argentina. É importante ressaltar que o lance foi conseqüência de um raro ataque portenho no 1º tempo. Até ali, o México dominava a partida tática e tecnicamente, tendo inclusive acertado a trave de Romero.

Isso se explica pelo posicionamento tático revisto por Javier Aguirre, que escalou a seleção mexicana no 4-4-2, abandonando naquele momento o 4-3-3 usado na 1ª fase. Giovani dos Santos, que atuou na ponta direita do ataque na fase de grupos, foi recuado para fazer a armação ao lado de Guardado, e também para auxiliar na composição da marcação no meio de campo, acompanhando Maxi Rodriguez e Di Maria, que junto de Messi, formavam a meia cancha criativa da Argentina, no 4-1-3-2.

A Argentina era devidamente testada, como não havia sido no Mundial (a Coreia do Sul fez um bom jogo contra os hermanos, mas não ameaçou a Argentina enquanto se defendeu bem), mas essa situação desfavorável não perdurou durante a maior parte do jogo, como gostariam os mexicanos. Depois da infelicidade dos árbitros ao validar gol de Tévez, foi a vez de Osorio ser infeliz. Higuain não perdoou. Se a fatura não estava totalmente liquidada, estava quase, pois os gols abalaram a boa partida que os jogadores mexicanos vinham fazendo. A Argentina não fazia um bom jogo, mais uma vez, mas vencia por 2x0.

E Tevez ainda fez um golaço de fora da área logo no retorno do intervalo, pra acabar com quaisquer chances de reação do México, e para reforçar o dito complexo de inferioridade futebolístico. Que Hernandez tratou de atenuar, ao marcar um golaço que não deixou de evidenciar mais uma vez a fragilidade da zaga argentina com Demichelis.

Nesse momento o México já havia colocado os atacantes Barrera e Franco em campo, e partido de vez para o ataque. Com o jogo decidido, Maradona pretendeu fazer de tudo para Messi encontrar o caminho do gol, e posicionou “a pulga” no ataque, com liberdade para pintar a goleada no contra-ataque, mas o craque argentino jogou muito mal nesta oportunidade. Para isso, sacou Tevez, que saiu nervoso, e escalou Verón.

O 3x1 ficou inalterado até o fim, mas a vantagem argentina no placar não foi reflexo da partida. Espera-se um grande desafio para a seleção de Maradona nas quartas de final, quando enfrenta uma seleção ajustada, veloz, e consciente taticamente. Será um jogão. E vejo os alemães jogando água no “vinho” argentino.

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