quarta-feira, 30 de junho de 2010

Espanha 1x0 Portugal

Não pude acompanhar o duelo ibérico por conta de um processo seletivo. 

Segue análise do PVC sobre a partida:

Paraguai 0 (5) x (3) 0 Japão


PARTIDA FRACA NO 1º TEMPO. DEFESAS PREDOMINAM
Japão repetindo a mesma escalação pelo quarto jogo consecutivo (todos da Copa), no 4-5-1 que se transformava no 4-2-3-1 com a posse de bola, sempre visando o habilidoso Honda no ataque. Paraguai no tradicional 4-4-2, com o retorno de Bonet na lateral direita e Barrios no ataque.

O 1º tempo foi de muita movimentação, mas com poucas oportunidades de ataque, já que os dois times estavam bem armados na defesa. Quando Barrios quebrou essa tendência, em lindo drible pra cima de Nakazawa, e perdeu grande chance, Matsui tratou de responder, acertando lindo chute de fora da área, que bateu no travessão.

O duelo de defesas muito boas resultou num 1º tempo sem muitas outras emoções. O Paraguai chegou às oitavas de final tendo sofrido apenas um gol, da Itália, classificado em primeiro lugar do Grupo F. O Japão havia sofrido apenas 2 gols, um da poderosa Holanda (Sneijder) e outro em rebote de pênalti de Tomasson, da Dinamarca, o que lhe rendeu a segunda vaga do Grupo E.

A estratégia de defesa japonesa estava bem identificável: Okubo e Matsui, que operam como pontas com a bola, marcavam os laterais paraguaios, e quando estes avançavam eram acompanhado pelos laterais japoneses, Komano e Nagatomo. Dessa forma, Okubo e Matsui ficavam com os volantes e meias guaranis que caíam por seu setor. Nakazawa marcava Barrios, e Túlio Tanaka estava com Roque Santa Cruz.

Resultado: o Paraguai só tinha o seu campo de defesa para tocar a bola com tranqüilidade. Os lances de perigo ocorreram em consequência de uma jogada individual de Barrios, ou da bola parada.

ANÁLISE: JAPÃO ABDICA DE SER MAIS PERIGOSO
A postura japonesa me incomodava, no sentido em que não conseguia articular jogadas para Honda com a bola no pé, apesar da capacidade do time em fazer isso. Mais uma vez, o time renunciava à posse da bola, e se portava como time inferior ao Paraguai, coisa que não é, necessariamente. Mesmo assim, deixava o Paraguai ter o domínio do jogo.

No 2º tempo, talvez pela iminência da prorrogação, caso persistisse o resultado de empate, ambas as equipes se soltaram mais. O Paraguai mais do que o Japão, já que o ataque nipônico não agredia, nem assustava. O Paraguai parecia querer mais do que o Japão. Mas a partida estava aberta. O Paraguai contou com a entrada de Haedo Valdéz, que começou a Copa como titular, que passou a atuar como terceiro atacante, um 4-3-3 com a posse de bola. Essa alteração não pareceu assustar a sólida defesa japonesa.

Nos minutos finais, após os 40’, o Japão ameaçou uma pressão, encurralando o Paraguai dentro de sua área com seguidos cruzamentos.  A partida, com cheiro de prorrogação desde o início, foi para o período extra de meia hora, no qual vimos mais do mesmo, mas com uma pitada de emoção a mais. O Japão, por sinal, teve as melhores chances, mas a igualdade permaneceu.

Nos pênaltis, o japonês Komano foi o único a desperdiçar, e o Paraguai levou, por 5 a 3.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Holanda 2x1 Eslováquia


A Holanda apareceu em campo como grande favorita à classificação para as quartas de final, enquanto que a Eslováquia vinha para a partida depois de ter eliminada a tradicional seleção italiana, mas era o time azarão.

No entanto, apesar de se esperar uma postura cautelosa e precavida do time de Vladimir Weiss, o que se viu foi uma formação tática arrojada, no 4-1-3-2, com Hamsik, Weiss e Stoch armando para Jendrisek e o artilheiro Vittek. A Holanda, por sua vez, estava escalada no seu tradicional 4-2-3-1, com Robben entre os titulares pela primeira vez.

A postura tática da Eslováquia se demonstrou abusada demais para encarar um time com a qualidade holandesa e ofensiva em excesso pelos jogadores não tão talentosos no plantel eslovaco. Hamsik foi sacrificado jogando quase que como segundo volante, que é não é bem a praia dele (foi assim que ele atuou – também mal – contra a Nova Zelândia). A Eslováquia criou pouco no 1º tempo. E não conseguiu resistir ao ‘fator Robben’.

O jogador holandês, que voltava de contusão, mas na mesma boa fase que lhe rendeu destaque na última temporada, recebeu lançamento do ótimo Sneijder e não deu chances para os zagueiros eslovacos. A jogada nasceu de contra-ataque, que estava desenhado desde a escalação do técnico Vladimir Weiss.

A Holanda não brilhava como esperam seus torcedores e simpatizantes. É um time sério, sólido, mas não sisudo, brucutu. O time de Van Marwijk é consciente.

É verdade que chegou a correr riscos no 2º tempo, quando Vittek teve oportunidades de empatar, frente a frente com Stekelenburg, que evitou os tentos da Eslováquia. A essa altura, o volante Kopunek havia entrado e permitido a Hamsik jogar mais livre na criação, sem a incumbência de marcar. A Eslováquia igualava o 4-2-3-1 da Holanda, mas não era tão eficaz. Aos 39’, Mucha saiu atabalhoado do gol, e permitiu o passe de Kuyt para Sneijder concluir para o gol vazio. O gol resolveu uma partida que estava sob controle. Aos 48’, ainda houve um pênalti para a Eslováquia, que serviu como prêmio de consolação para Vittek, artilheiro da Copa com 4 gols.



França 1x2 África do Sul

TIMES RETALHADOS
A França, com seis alterações em relação ao time que perdeu para o México, em frangalhos morais, até que surpreendente começou melhor a partida contra uma África do Sul acanhada, cautelosa, quase medrosa, temerosa de outra derrota.

A África do Sul também sofreu diversas alterações, mais por conta de suspensões automáticas. Pienaar, que vinha atuando avançado, como primeiro atacante, jogou recuado na meia direita, alinhado com Tshabalala, enquanto que Mphela teve a companhia de Parker no ataque.

FRANÇA COMEÇA MELHOR, MAS QUEM MARCA SÃO OS BAFANA BAFANA
A França, que vinha atuando com apenas um atacante isolado à frente (Anelka, cortado da delegação) apresentou o ataque com Gignac e Cissé diante dos Bafana Bafana. No papel, a equipe francesa era superior aos sul-africanos, um handicap mais elevado ainda pelo fator desentrosamento do time de Parreira.

Mas o goleiro Lloris, titular absoluto da seleção e não envolvido nas polêmicas da delegação francesa, falhou feio e propiciou o gol de Khumalo aos 20’.

MAIS UMA...EXPULSÃO
Incrivelmente, saiu mais cartão vermelho ainda na primeira etapa de jogo. E talvez o cartão vermelho de Gourcouff tenha sido o mais rigoroso dessa Copa. Com certeza foi o que saiu mais cedo, aos 25’ do 1º tempo. A situação francesa ficou mais desesperadora do que já estava.

A África do Sul passou a se postar atrás, esperando a roubada de bola para partir em contra-ataques rápidos. Em mais um deles, Mphela marcou o segundo depois de uma pixotada da zaga francesa, claramente sem condições psicológicas para jogar uma Copa do Mundo de acordo com suas tradições. 0x2 no placar com 35’ de jogo, fazendo a torcida da casa acreditar na qualificação.

2º TEMPO IGUAL, MAS NÃO MENOS INTERESSANTE
No 2º tempo o panorama do jogo não se alterou.  Lloris, que entregou o primeiro gol sul-africano, salvou a França do terceiro aos 11’ e aos 17’. Antes disso, Mphela havia acertado a forquilha.

E a África do Sul sofreu um gol aos 24’ do 2º tempo, de Florent Malouda, sem goleiro, em contra-ataque fulminante. Os gols perdido faziam falta, e o sofrido praticamente eliminou o time da casa.

AMBOS OS TIMES ESTÃO ELIMINADOS

domingo, 27 de junho de 2010

Argentina 3x1 México


Não é novidade, mas muito estava envolvido no confronto entre Argentina e México por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2010.

O objetivo portenho é conquistar o título depois de 24 anos, novamente tendo Maradona entre os personagens principais e Messi buscando sua confirmação como um dos melhores da história do país e do futebol. Já os mexicanos lutavam para fazer sucumbir o complexo de inferioridade diante de potências do futebol. Eliminado na segunda fase da Copa nas quatro edições anteriores, o elenco de 2010 também objetivava atingir ao menos as quartas de final, para igualar o melhor feito do futebol do país, em 1970 e 1986, ambas as vezes jogando em casa. Vale lembrar que a última das eliminações mexicanas foi justamente há quatro anos, para a mesma Argentina, na prorrogação (2x1).

O presente cenário talvez explique a atmosfera tensa durante toda a partida, sensação que ficaria ainda mais aflorada com um equívoco decisivo do trio de arbitragem.
O erro do italiano trio do apito aconteceu em um lance capital para o jogo, e resultou na validação do gol de Carlitos Tévez, que abriu o placar para a Argentina. É importante ressaltar que o lance foi conseqüência de um raro ataque portenho no 1º tempo. Até ali, o México dominava a partida tática e tecnicamente, tendo inclusive acertado a trave de Romero.

Isso se explica pelo posicionamento tático revisto por Javier Aguirre, que escalou a seleção mexicana no 4-4-2, abandonando naquele momento o 4-3-3 usado na 1ª fase. Giovani dos Santos, que atuou na ponta direita do ataque na fase de grupos, foi recuado para fazer a armação ao lado de Guardado, e também para auxiliar na composição da marcação no meio de campo, acompanhando Maxi Rodriguez e Di Maria, que junto de Messi, formavam a meia cancha criativa da Argentina, no 4-1-3-2.

A Argentina era devidamente testada, como não havia sido no Mundial (a Coreia do Sul fez um bom jogo contra os hermanos, mas não ameaçou a Argentina enquanto se defendeu bem), mas essa situação desfavorável não perdurou durante a maior parte do jogo, como gostariam os mexicanos. Depois da infelicidade dos árbitros ao validar gol de Tévez, foi a vez de Osorio ser infeliz. Higuain não perdoou. Se a fatura não estava totalmente liquidada, estava quase, pois os gols abalaram a boa partida que os jogadores mexicanos vinham fazendo. A Argentina não fazia um bom jogo, mais uma vez, mas vencia por 2x0.

E Tevez ainda fez um golaço de fora da área logo no retorno do intervalo, pra acabar com quaisquer chances de reação do México, e para reforçar o dito complexo de inferioridade futebolístico. Que Hernandez tratou de atenuar, ao marcar um golaço que não deixou de evidenciar mais uma vez a fragilidade da zaga argentina com Demichelis.

Nesse momento o México já havia colocado os atacantes Barrera e Franco em campo, e partido de vez para o ataque. Com o jogo decidido, Maradona pretendeu fazer de tudo para Messi encontrar o caminho do gol, e posicionou “a pulga” no ataque, com liberdade para pintar a goleada no contra-ataque, mas o craque argentino jogou muito mal nesta oportunidade. Para isso, sacou Tevez, que saiu nervoso, e escalou Verón.

O 3x1 ficou inalterado até o fim, mas a vantagem argentina no placar não foi reflexo da partida. Espera-se um grande desafio para a seleção de Maradona nas quartas de final, quando enfrenta uma seleção ajustada, veloz, e consciente taticamente. Será um jogão. E vejo os alemães jogando água no “vinho” argentino.

Alemanha 4x1 Inglaterra


O ERRO DE CAPELLO ANTES MESMO DE O JOGO COMEÇAR
Só pela escalação de ambas as equipes dava para ter uma ideia do que seria o 1º tempo de Inglaterra e Alemanha. Isso porque os ingleses repetiram o esquema que pouco rendeu na primeira fase e que quase custou a classificação do English Team: o 4-4-2, que embora tenha sido bem apresentado contra a Eslovênia, teria dificuldades óbvias ante o 4-2-3-1 alemão, já que os três armadores germânicos sempre apareciam em superioridade numérica no embate com volantes e zaga ingleses. Nesse aspecto, considero erro grave de Capello, que ou não viu a Alemanha jogar na Copa, ou viu e insistiu na temerosa escalação.

ALEMANHA MELHOR COMO SE PREVIA, MAS DANDO CHANCE PARA OS INGLESES SONHAREM
Mas a Alemanha não conseguiu só gols no 1º tempo. Também foi melhor, criou outras chances e anulou o ataque britânico até o gol de Upson, em jogada ‘chuveirinho’. Um gol fortuito, fruto de falha de Neuer. E, a fórceps, no ímpeto do 1º gol, a Inglaterra empatou em lance que remeteu à polêmica de 1966, quando o gol de Hurst, contra os próprios alemães, foi validado sem a bola ter entrado.

O fim do 1º tempo foi melhor para a Alemanha, que começou a tomar pressão da Inglaterra com Gerrard e Ashley Cole, pela esquerda do ataque britânico.

ALEMANHA MATA O JOGO NOS CONTRA-ATAQUES
À medida que os jogadores de frente da Alemanha passaram a murchar, a Inglaterra passou a dominar o jogo, com James Milner, depois Joe Cole, e Gerrard sendo as válvulas de escape, jogando em cima dos laterais alemães.

Mas a Alemanha jamais havia deixado de ser um time rápido, como demonstrou desde a estreia. Em contra-ataques fatais, com superioridade numérica, a Alemanha pintou a goleada, como fizera contra os australianos: 4x1.

Pra o placar ficar igual ao polêmico jogo de 1966, só faltava a Inglaterra diminuir para 4 a 2.


EUA 1x2 Gana


O 4-1-4-1 ganês VS o 4-4-2 norte-americano
Gana veio postada, mais uma vez muito bem, no 4-1-4-1, enquanto que os EUA vieram num 4-4-2 sem segredos e sem inspiração no 1º tempo, com Clark de volta ao time depois de ser reserva nas últimas duas partidas.

Resumo 1º tempo
E foi Clark o protagonista do gol de Gana, logo aos 5’ de jogo. O volante errou na saída de bola, marcado por Kevin-Prince Boateng, que lhe tomou a bola e só parou com ela no fundo das redes. O mesmo Boatenga que limou Ballack da Copa.

O gol cedo não foi um acaso para o que ocorreria no 1º tempo. De fato, foi sintomático. Com Annan postado a frente da zaga ganesa, os EUA tinham dificuldade de criar. Pior, havia muita dificudade de superar a linha de quatro jogadores africanos mais avançada no meio de campo. Boateng e Asamoah compunham bem o papel de volante, tomando a bola e distribuindo o jogo para Ayew e Inkoom, novidade do time ganês no jogo.

Estes dois últimos jogavam nas costas dos laterais norte-americanos, sempre obtendo superioridade numérica nos contra-ataques recorrentes do time africano no 2º tempo.

O técnico Bob Bradley logo desfez a alteração que havia feito antes de começar o jogo. Aos 30’, Edu entrou no lugar de Clark, que já havia até tomado cartão amarelo. Os EUA passaram a rondar mais a área de Gana na seção final do 1º tempo, mas a melhor chance veio em um erro na saída de bola dos africanos.

2º tempo: Mudança de esquema tático explica EUA melhor
Para o 2º tempo, o técnico norte-americano corrigiu a falha na armação de seu time, tirando o atacante Findley e promovendo a entrada de Feilhaber, que quase empatou, logo aos 2’. Os EUA estavam com apenas um atacante agora, num 4-2-3-1 no qual um dos volantes, Bradley, também disparava para o ataque. Nada mais, nada menos, foi dessa forma que os EUA empataram em 2x2 com a Eslovênia, depois de estar perdendo por 2x0, e venceram os argelinos.

A equipe norte-americana passou a controlar o jogo porque dominou o meio de campo, com Donovan fazendo grandes jogadas com o lateral-direito Cherundolo. Em um lance individual belíssimo de Dempsey, Jonathan cometeu pênalti, bem convertido por Donovan, aos 17’. Daí por diante, os EUA pressionaram, e Gana, que perdeu Boateng por contusão, tomou pressão.
Mas tivemos a primeira prorrogação da Copa do Mundo 2010.

NA PRORROGAÇÃO EUA REPETEM MESMOS ERROS
Ela mal havia começad0 e Gana pulava a frente do placar novamente, aos 2’. O gol mais tardio que os EUA levaram nessa Copa foi aos 13’ do 1º tempo, contra a Eslovênia. E um gol na prorrogação é quase fatal, pois restam poucos minutos para uma eventual reação.

sábado, 26 de junho de 2010

Uruguai 2x1 Coreia do Sul


ESQUEMAS TÁTICOS
O Uruguai foi armado novamente no 4-3-1-2, com Forlán fazendo o “enganche” para Cavani e Suárez, e uma defesa bem postada com o retorno do titular Godin.

A Coreia do Sul foi plantada no 4-2-3-1, com o principal jogador time, Park Ji-Sung, fazendo a meia esquerda do meio de campo.

1º TEMPO COM GOL CEDO
Mal começara a partida e o Uruguai já havia marcado com seu artilheiro Suárez, não sem a ajuda do goleiro sul-coreano. Um tipo de gol que não se deve tomar em jogo decisivo de Copa do Mundo.

A Coreia saiu para o jogo como era de se esperar, e se configurou a partida que os uruguaios mais queriam, com o contra-ataque à disposição da armação de Diego Forlán. Foi assim que o 1º tempo se desenrolou, mas a parte final desta etapa não foi boa para os uruguaios, já que a Coreia do Sul conseguia criar oportunidades e o Uruguai era ineficaz nas jogadas contra-ofensivas.

2º TEMPO COM CHUVA E GOLS
O 2º tempo começou da mesma maneira que terminara o 1º. Mas com a Coreia do Sul povoando mais seu campo de ataque, e colocando pressão sobre a até então invicta zaga uruguaia. O gol era questão de tempo, e foi o que aconteceu, justamente em falha de Lugano e do goleiro Muslera.

A partida viu seu ritmo frenético, imposto pelos asiáticos, diminuir com a igualdade do placar, e os sul-coreanos já aparentavam se resguardar para uma eventual prorrogação. Não contavam com o diferencial Suárez. O atacante uruguaio achou outro gol, um golaço, depois de um escanteio vindo da direita. O gol, a dez minutos do fim, literalmente matou os sul-coreanos, que não tinham mais o mesmo ímpeto físico.

A classificação se deu pela qualidade dos jogadores de frente e da defesa dos sul-americanos, pois Lugano e companhia conseguiram segurar a Coreia do Sul quando os asiáticos faziam mais pressão. A Coreia do Sul fez campanha honrosa na Copa, mas tinha fragilidades que ficaram evidentes durante a fase de grupos, quando quase foi eliminada pela Nigéria.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Suíça 0x0 Honduras


TÁTICAS SEMELHANTES, OBJETIVOS DIFERENTES
A equipe hondurenha conseguiu tocar bem a bola no campo ofensivo, mas encontrava a já famosa muralha suíça, composta rapidamente em duas linhas de quatro jogadores. A diferença para as demais partidas eram N’kufo e Derdiyok no ataque, que não tinham a atribuição de marcar.

Mas foi a Suíça quem teve as melhores oportunidades, mesmo jogando um futebol sem segredos: os volantes Inler e Huggel começavam as jogadas, com Barnetta como meia direita, Fernandes como meia esquerda, e a dupla de ataque supracitada sendo municiada pelo meio de campo. O 4-4-2 mais tradicional possível, com ênfase no contra-ataque.

O 4-4-2 também era o esquema de Honduras, espelho da equipe suíça, mas aparentemente menos entrosado, até porque a seleção hondurenha possuía diversas modificações dos onze que haviam iniciado as demais partidas.

A Suíça tinha dificuldades de infiltração, mas Honduras cometia recorrentes faltas nas imediações da área que eram alçadas sem cerimônia, sempre com vantagem dos atacantes suíços. Apesar de ser o recurso em que o ataque suíço é especialista, o gol não saiu no primeiro tempo. Pelo que ocorria no outro jogo, a Suíça precisava de apenas um gol para se classificar.

2º TEMPO DE GRANDES CHANCES E GRANDE INCOMPETÊNCIA
No 2º tempo, Suazo, de Honduras, teve grande chance de abrir o placar, ao subir de cabeça sem marcação, na cara do goleiro Benaglio, mas o atacante hondurenho desperdiçou. Essa oportunidade não foi por acaso. Honduras voltou com mais vigor do que a Suíça no 2º tempo, e ganhou o meio de campo que era mais suíço no 1º tempo.

Na reta final do jogo, Honduras perdeu inúmeras chances no contra-ataque, diante de uma defesa esburacada da Suíça que não reconheceríamos. À Suíça faltou competência para vazar a defesa hondurenha. À Honduras também. O 0x0 era mais do que o retrato da partida.


Chile 1x2 Espanha


CHILE MELHOR E ESPANHA HESITANTE NO PRIMEIRO QUARTO DE JOGO
Armado no seu peculiar 3-4-3, o Chile acuou a seleção espanhola na primeira metade do 1º tempo. Os alas Isla e Vidal transformavam-se em volantes sem a bola, mas a chave da partida até ali eram os três avantes chilenos, Sánchez, González e Beausejour, que recompunham na marcação chilena e causavam alvoroço na zaga da Fúria.

O diferencial chileno no ataque era a velocidade na troca de bolas, e a movimentação. Isso não ocorria no ataque espanhol. Xavi e Iniesta não tinham a bola nos pés, e dessa forma, ela não chegava para Villa e Torres. A Espanha que tinha tido bastante infiltração pelos lados contra Honduras, com o jogador Navas, dessa vez estava amarrada no esquema chileno, e Navas no banco.

LANCE FORTUITO REVOLUCIONA A DINÂMICA DO JOGO
Quando o Chile era muito superior, um contra-ataque mal realizado pela Espanha resultou num lance fortuito que deu em gol da Fúria. O goleiro Bravo antecipou Torres e já fora da área, o desarmou, mas a bola caiu nos pés de Villa, que chutou de primeira, da intermediária, para abrir o placar.

O segundo gol espanhol mostra que o time soube se adaptar ao time chileno. No contra-ataque,Torres abriu pela direita e puxou o zagueiro jara, Villa abriu pela esquerda e levou consigo Medel. Iniesta veio de trás e com a qualidade que poucos têm, guardou na rede chilena. No lance, Estrada levou o segundo amarelo por derrubar Torres fora do lance. Estrada que substituía o suspenso Carmona.

O Chile estava perdendo por 2x0 e com um a menos antes do intervalo. Um gol da Suíça na outra partida já eliminava os chilenos.
Estava desenhado o jogo que a Espanha pediu desde o início da Copa.

No início do 2º tempo, a zaga espanhola deu uma afrouxada, e Millar, que acabara de entrar, teve muita liberdade, da entrada da área, para chutar e contar com o desvio de Piqué para vencer Casillas.

Depois do gol, que confortou chilenos e não incomodou espanhóis em relação à classificação, o jogo morreu. As duas equipes claramente abdicaram de se arriscar.

Portugal 0x0 Brasil


TIMES TÁTICOS
O Brasil foi escalado no tradicional 4-4-2, com Nilmar na vaga de Robinho. Essa foi a surpresa de Dunga para o jogo. Sem a bola, no entanto, o Brasil era eficaz, no 4-2-3-1, pois Nilmar faz muito bem a função de marcação do lateral adversário, quando este ataca.

Portugal veio postado no usual 4-3-3, mas com Duda, lateral-esquerdo de origem, na função de terceiro atacante. Isso sinalizava cautela por parte de Carlos Queiroz, que optou por um jogador não tão ofensivo para jogar naquela região do campo. Sem a bola, Portugal se enclausurava num 4-1-4-1 em que apenas Cristiano Ronaldo não marcava,e Pepe era o 1 à frente da defesa.

JOGO TENSO, DISPUTADO E VIOLENTO NO 1º TEMPO
Mas era pela esquerda que Portugal levava mais perigo, por um motivo mais evidente: É por ali que jogam Maicon e Daniel Alves, bastante ofensivos. Dessa forma, Fábio Coentrão buscava tabelas com Raul Meireles e Cristiano Ronaldo também se deslocava para aquele setor. O lado direito do ataque português, esquerdo do ataque do Brasil, não era povoado.

E era por ali que estava Nilmar, sempre perigoso, mas subaproveitado. O Brasil precisava buscar mais o jogo por ali, pois Portugal já sabia do potencial brasileiro pela direita, e colocava o time todo na defensiva por aquele lado.

O Brasil tomava a iniciativa do jogo e Portugal estava bastante confortável em jogar no contra-ataque. A questão era que o Brasil não precisava tomar a iniciativa do jogo, mas corria riscos. Em um lance polêmico, Juan meteu a mão na bola em um contra-ataque que seria mortal com Cristiano Ronaldo. Com a Costa do Marfim marcando um gol atrás do outro contra a Coreia do Norte, quem tinha que temer era Portugal. O Brasil já estava classificado. Portugal, quase lá, mas ainda não garantido.

Afora as polêmicas entre os jogadores e as entradas mais duras de ambas as partes, o Brasil levou mais perigo com Nilmar e Luís Fabiano. Cristiano Ronaldo foi nulo. Mas quando se fala em violência, Felipe Melo é protagonista, razão pela qual foi tirado de campo pro Dunga, para a entrada de Josué.

2º TEMPO RUIM DO BRASIL. PORTUGAL MELHOR
O time português ajustou mais ainda sua marcação e anulou as alternativas de ataque brasileiro pelo lado direito, com Coentrão em cima de Daniel Alves e Simão marcando Maicon. Sem a articulação de Júlio Baptista, o Brasil ressentia a falta de Kaká, e quem tomava a iniciativa era Lúcio.

Portugal roubou diversas bolas (e outras tantas entregues por Gilberto Silva), e quase venceu o jogo nas arrancadas de Cristiano Ronaldo, que se estivesse em tarde mais inspirada, teria vencido a meta de Júlio César.

O Brasil se mostrou sem alternativas para a ausência de Kaká, e ficou comprovado que ele é essencial. Daniel Alves também não substituiu Elano a altura.

Camarões 1x2 Holanda

Veja análise de PVC sobre o jogo da Holanda contra Camarões:

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dinamarca 1x3 Japão

AMBAS AS EQUIPES OFENSIVAS, MAS NÃO NECESSARIAMENTE EFICAZES – O JAPÃO, SIM

O Japão foi escalado com os mesmos titulares das demais partidas dos samurais azuis no grupo E. O esquema alternou de acordo com o resultado que a equipe buscava nas partidas. 4-3-3 contra Camarões e 4-5-1 contra a Holanda. Contra a Dinamarca, Matsui e Okubo jogaram bem próximos de Honda, caracterizando o 4-3-3.

A Dinamarca também foi escalada com três atacantes, com Rommedahl na ponta direita e Tomasson pela esquerda. A diferença é que os dinamarqueses careciam de um jogador de articulação no meio, já que nem Jørgensen, nem Kahlenberg e muito menos Christian Poulsen tinham essa característica.

JAPÃO IMPLACÁVEL NA BOLA PARADA
O jogo estava desenhado para ser bastante competitivo, com o Japão tendo a vantagem do empate e a Dinamarca precisando da vitória. Isso contribuiu para a cera japonesa desde o início da partida, em cada reposição de lateral ou em cada cobrança de falta.

Depois de Tomasson perder duas boas oportunidades, foi em uma cobrança de falta que o Japão abriu o placar, logo aos 17’, com Honda, em falha de Sørensen. Antes que os escandinavos pudessem assimilar o golpe, outra cobrança de falta, desta vez de Endo, com perfeição, praticamente colocou os japoneses na fase seguinte da Copa.

Com a vantagem no placar, o Japão deu campo para a Dinamarca jogar, se postando no 4-5-1, desarmando bem e saindo em velocidade no contra-ataque. Foi assim que os nipônicos conseguiram cozinhar os vikings durante o 1º tempo. Somente três gols e a virada salvariam a Dinamarca no 2º tempo.

Mas a equipe do Japão não dava mostras de que cederia ao ímpeto dinamarquês. A seleção nipônica surpreendia este blogueiro pela qualidade e pela personalidade. E merecia a classificação.

O jogo que poderia ser emocionante na busca pela vitória ficou morno em virtude da qualidade da equipe japonesa, que matou a partida aos 30’ do 1º tempo e que soube administrar bem a segunda etapa, sem levar sustos ou ameaças à classificação.

Japão classificado, Dinamarca eliminada 

Eslováquia 3x2 Itália

ESQUEMAS SEMELHANTES
A Itália foi escalada no tradicional 4-4-2, desta vez com Di Natale no ataque, ao lado de Iaquinta e Gattuso no meio de campo no lugar do mais criador e menos marcador Marchisio. Em tese, uma equipe mais cautelosa e menos ofensiva, com apenas o destro Pepe e o canhoto Montolivo responsáveis pela criação no meio.

Os eslovacos escalaram três atacantes, mas um deles, Stoch, atuava no lado direito do meio de campo, recompondo a contenção. Hamsik era o principal jogador de criação, pelo lado esquerdo do campo, mas novamente não foi bem. Vittek apareceu no ataque ao lado de Jendrisek. O esquema: 4-4-2.

1º TEMPO FRACO TECNICAMENTE. E A ITALIA CONSEGUIA SAIR PERDENDO
O 1º tempo de Itália x Eslováquia foi muito fraco tecnicamente. Mas como o momento italiano é péssimo, a Squadra Azzurra conseguiu ir para o intervalo perdendo o jogo por 1x0 (gol de Vittek), em virtude de um erro crasso de De Rossi na saída de bola.

As demais (foram poucas) chances de gol no 1º foram eslovacas, com os volantes Kucka e Strba chutando de fora da área. A defesa italiana não era ameaçada, mas cometeu um erro fatal, fato que não ocorria na Copa de 2006. A defesa eslovaca tampouco era agredida. Iaquinta estava isolado no ataque, e a articulação de Di Natale.

2º TEMPO DRAMÁTICO
Marcello Lippi promoveu a estreia do atacante Quagliarella para aquele que poderia ser o último tempo da Itália na Copa 2010. O empate era suficiente para classificar os italianos para o provável embate com a Holanda, ainda que não afastasse as críticas. Maggio entrou no lugar de Criscito para jogar na lateral direita; Zambrotta foi deslocado para a esquerda.

A entrada de Pirlo – outro volante, diga-se - foi vista pelos torcedores da Azzurra como a salvação da pátria. A única benesse de ter Pirlo era manifestada nas jogadas de bola parada. Mas foi outro componente que se apresentou em campo para o time italiano: o nervosismo. O jogo certamente iria para o abafa. Depois de uma jogada de escanteio, Quagliarella chutou para o gol, a bola passou por Mucha e Skrtel salvou em cima da linha.

Zambrotta, que foi jogar pelo lado esquerdo, viu cair por ali o habilidoso Hamsik, que inverteu posições com Stoch. Assim se desenhavam os contra-ataques eslovacos.

Mas foi em outra falha da zaga que a Eslováquia marcou novamente. Chiellini estava desatento, e Vittek esperto afundando os atuais campeões, aos 29’.

Di Natale deu muitas esperanças à torcida italiana, ao completar rebote de grande jogada de raro talento entre Quagliarella e Iaquinta, aos 37’. Na base da pressão, Quagliarella teve gol polemicamente anulado. A Eslováquia havia cansado e não havia feito nenhuma substituição com mais de 40’ do 2º tempo!

Aos 42’, o técnico eslovaco finalmente mandou a campo Kopunek, primeira alteração do time. E foi justamente ele quem teve gás para entrar nas costas da zaga pra enterrar de vez as esperanças italianas. 3x1!

Aos 47’, incrivelmente, Quagliarella marcou um golaço e recolocou a Itália a apenas um gol da classificação, para acabar com qualquer previsão!


Paraguai 0x0 Nova Zelândia

POSICIONAMENTO TÁTCO DAS EQUIPES
A Nova Zelândia entrou em campo para um feito histórico, pois sonhava com a classificação – do jeito que começou a última rodada os kiwis poderiam até empatar que decidiriam a vaga com a Itália no sorteio ou no número de gols pró, desde que o outro jogo também terminasse empatado. Para tanto, repetiu sua ímpar escalação, 3-4-3, com exatamente os mesmos jogadores que realizaram as duas primeiras partidas. Isso é inegavelmente importante.

O Paraguai não teve Alcazar, contundido, e Caniza no lugar de Bonet na lateral direita. O 4-4-2 que funcionou contra a Eslováquia foi repetido nas demais posições.

O ESQUEMA TÁTICO JUSTIFICA UM JOGO SEM GRANDES CHANCES
No entanto, o time paraguaio não conseguia penetrar no sistema defensivo neozelandês com seus homens de meio. As principais chegadas, que apenas culminavam em finalizações de fora da área, não assustavam.

A Nova Zelândia não povoava o campo de ataque, nem pretendia. O empate a essa altura significava eliminação, pois a Itália perdia da Eslováquia, que se classificava. Mas só o fato de conseguir uma eliminação da Copa de maneira invicta já era um grande feito.

Uma alternativa que se desenhava para criar opções de mais perigo no ataque paraguaio era o uso dos laterais, pois, sem eles, os três zagueiros All Whites se ocupavam de Santa Cruz e Cardozo, e os quatro homens de meio campo cuidavam de Vera e Haedo Valdez, os meias mais avançados do Paraguai. Os volantes Vitor Cáceres e Riveros pouco se apresentavam no campo de ataque.

JOGO MORNO CONTINUA NO 2º TEMPO
Mas com o Paraguai um pouco mais incisivo, com as entradas de Benítez e Barrios no ataque. Mas a tônica da partida foi a mesma. Classificado, os paraguaios poderiam até perder com a combinação de rsultados que ocorria na outra partida. Não se arriscou. E o jogo ficou mesmo no 0x0.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Austrália 2x1 Sérvia


ESQUEMAS TÁTICOS
A Sérvia veio plantada no 4-5-1 que lhe rendeu a vitória sobre a Alemanha no jogo anterior, enquanto que a Austrália veio no 4-2-3-1 no qual jogava bem e vencia Gana até a expulsão de Harry Kewell e o pênalti convertido por Gyan.

O esquema aparentemente mais cauteloso dos sérvios não significou que a Austrália atacasse mais. O time da Oceania ficou mais vulnerável, pois seus homens de meio campo mais avançados não marcavam tanto quanto os sérvios, que também saíam para jogar.

O JOGO PENSO NO 1º TEMPO
O 1º tempo foi de predomínio sérvio, principalmente com as jogadas de velocidade com Krasic, pela ponta direita. O jogador da Sérvia quase marcou em duas ocasiões. Em ambas as oportunidades, Schwarzer foi muito bem. e ainda teve um gol (bem) anulado.

A Austrália era muito tímida e chegava apenas com cruzamentos para a área, todos bem neutralizados pela zaga sérvia.

O JOGO PENSO NO 2º TEMPO TAMBÉM!
Só que para o outro lado. A Austrália voltou muito mais animada no 2º tempo, e a Sérvia foi quem sumiu da partida, jogando muito timidamente no ataque. Ainda que atacasse de forma não muito talentosa, a Austrália era mais valente. E foi premiada com DOIS gols! A Sérvia foi tão apática no 2º tempo que já era possível imaginar a classificação australiana, que ocorreria com mais dois gols.

No entanto, como era um jogo de reviravoltas, Schwarzer  que havia tido um ótimo 1º tempo, falhou feio no final do jogo, e afundou as chances australianas. Pantelic diminuiu o placar no rebote concedido pelo goleiro australiano. Entretanto, a fatura também estava liquidada, e a vitória australiana eliminou os sérvios.

Sérvia e Austrália eliminadas

Gana 0x1 Alemanha

4-2-3-1 BARRADO PELO 4-1-4-1
A Alemanha voltou a escalar seu esquema 4-2-3-1 bastante leve no ataque, com Cacau substituindo o suspenso Klose nesta partida. Do outro lado, Gana estava postada num 4-1-4-1 bem visível, com Annan fazendo a contenção no meio de campo e os jogadores Boateng, Asamoah, Tagoe e Ayew compondo meio de campo tanto no ataque como na defesa. Boateng e Asamoah davam combate aos meias alemães, enquanto que Tagoe e Ayew se encarregavam de segurar as investidas dos volantes alemães que sempre saem para o jogo: Schweinsteiger e Khedira.

BOAS CHANCES MAL APROVEITADAS NO 1º TEMPO
O jogo foi bom no primeiro tempo, com movimentação das duas equipes e chances claras para ambos os lados. Os africanos lamentaram a chance de Gyan, em cabeçada que Lahm salvou em cima da linha. Os germânicos tiveram que segurar o grito de gol quando Özil saiu na cara do goleiro Kingson e desperdiçou.

Os alemães tiveram dificuldade com a marcação ganesa no meio de campo, que era feita pelos cinco jogadores supracitados. Além disso, quatro deles também saíam para o ataque, principalmente pelos lados com Ayew e Tagoe para surpreender os laterais alemães.

O resultado de empate no 1º tempo equilibrado ficou de bom tamanho. Mas deixou em aberto se ambas as seleções terminariam o jogo como começaram: classificadas.

2º TEMPO
Aos 15’ do 2º tempo, após boa troca de passes do ataque alemão, a marcação de Gana deixou Özil livre na entrada da área. O meia ajeitou e bateu no canto alto de Kingson para abrir o placar e colocar a Alemanha momentaneamente na liderança do grupo E (e no caminho da Inglaterra).

Gana partiu para cima para buscar o empate, com bolas em velocidade pelos flancos laterais do campo. E criou excelentes chances para empatar, mas não foi feliz. O resultado só não foi pior para Gana porque a Sérvia falhou ante a Austrália, e a derrota africana acabou por inverter as posições na chave E.

Alemanha e Gana classificados

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nigéria 2x2 Coreia do Sul


EQUIPES QUE REPETEM O ESQUEMA TÁTICO DURANTE TODA A COPA
 Nigéria começou a terceira rodada em último do grupo B, precisando de uma vitória simples e de uma derrota da Grécia para a Argentina. E foi montada da mesma forma que as demais partidas, no 4-4-2 com Uche e Obasi como principais armadores do meio de campo, mas sofrendo das mesmas carências pelas laterais e na saída de bola, que culminaram em derrotas nas primeiras partidas.

A Coreia do Sul veio a campo classificada com dois resultados, a vitória e o empate, desde que a Grécia não vencesse a Argentina. Repetiu o time da estreia, o mesmo da segunda partida também (apenas uma exceção na lateral direita).

JOGO BEM DISPUTADO E EMPATADO NO 1º TEMPO
A equipe sul-coreana foi armada novamente no 4-4-2, é consciente de suas atribuições e se destacou pelas roubadas de bola no 1º tempo. Mas começou mal na partida, sofrendo gol de Uche em desatenção de seus dois laterais, logo aos 12’. A Nigéria se demonstrou um time muito amarrado e sem criação ou movimentação no ataque, ainda que tenha aberto o placar mandado uma na trave, ambas com Uche, e que falhava muito na defesa.

E em um erro de Afolabi na saída de bola pela esquerda, a bola foi invertida e Obasi precisou voltar e fazer falta para cartão amarelo, que o tirou de um eventual jogo na próxima fase. Sung-Yueng cobrou a falta magistralmente, e encontrou Jung-Soo no segundo pau. O zagueiro artilheiro (ele marcara diante da Grécia, na estreia) tocou para o fundo das redes e empatou. O resultado classifica os sul-coreanos, e os nigerianos ficavam na lanterna.

GOL LOGO DE CARA NÃO MATA O JOGO
A Coreia do Sul quase afastou qualquer ameaça de eliminação logo aos 3’ do 2º tempo, em gol de falta de Chu-Young, jogando no contra-pé de Eneyema. Em duas bolas restava apenas a virada, o que era garantia de jogo mais movimentado ainda no 2º tempo.

No entanto, logo após o gol asiático, essa movimentação não partia da Nigéria, mas dos próprios sul-coreanos, mais próximos do terceiro gol do que de levar o empate.

Entretanto, a Nigéria partiu com tudo pra cima quando o jogo já se encaminhava para o final. Yakubu perdeu gol incrível, sem goleiro e dentro da pequena área. Logo depois, anotou o gol de empate em pênalti sofrido por Obasi.

O jogo pegou fogo, e a Coreia do Sul foi pressionada. A manutenção do placar significava a classificação, enquanto que um mero golzinho qualificaria os nigerianos. Não aconteceu.

Coreia do Sul classificada, Nigéria eliminada com o último lugar no grupo


Grécia 0x2 Argentina


GRÉCIA: 3ª COMPOSIÇÃO TÁTICA DIFERENTE EM 3 JOGOS
Não dá pra entender a equipe da Grécia. É evidente que quem jogar aberto contra a Argentina estará sujeito a levar uma goleada, principalmente se a qualidade técnica do time for medíocre, como é o caso dos gregos.

No entanto, para obter a classificação na última rodada do grupo B, o time entrou em campo recheado de zagueiros e volantes, e apenas um atacante. Está no seu direito se defender, até porque uma vitória magra da Nigéria sobre a Coreia do Sul aliada ao empate contra os hermanos classificaria os gregos. Mas essa foi a terceira formação tática posta em campo por Otto Hehhagel. Depois de um 4-3-3 perdedor na estreia, um 3-5-2 que perdia para a Nigéria até que a seleção africana teve um jogador expulso, a Grécia encarou a Argentina num 5-4-1 bastante defensivo, somente com Samaras (titular no 1º jogo, reserva no segundo) no ataque.

ARGENTINA DESFIGURADA
E os argentinos estavam completamente desfigurados, contando apenas com Messi, Verón, Demichelis e o goleiro Romero de titulares. Pelas características dos jogadores, nem de longe lembrava o 4-2-4 das outras partidas, já que Maxi Rodriguez atuava mais recuado no meio e Messi fazia articulação no meio. Em compensação, Clementi Rodríguez, substituindo Heinze, era muito mais ofensivo que o titular da posição pela lateral esquerda.

O JOGO FRACO NO 1º TEMPO
Pelo que colocou em campo, a Grécia claramente entrou para segurar o empate, e foi beneficiada pelo mistão de Maradona, que desentrosado até criou algumas chances, mas nenhuma oportunidade clara de gol no primeiro tempo. Já os gregos, como não tinham jogadores de qualidade no meio para ajudar Karagounis, dependiam de longos lançamentos para Samaras, isolado no ataque em meio à zaga argentina.

A Argentina teve as melhores chances, com Verón, Aguero, Maxi Rodriguez e Messi, mas não martelou a defesa grega a ponto de fazê-la falhar, como ocorreu diante de sul-coreanos e nigerianos. Jogava em ritmo de treino, e esse comportamento era muito bem-vindo pelos gregos, que durante parte do jogo estava classificada (enquanto a Nigéria vencia a Coreia do Sul).

O segundo tempo foi grosso modo uma repetição do primeiro. Mas a Argentina conseguiu abrir a retranca grega duas vezes. Demichelis e Palermo anotaram os tentos que garantiram a campanha com 100% de aproveitamento.

Argentina classificada, Grécia eliminada.

México 0x1 Uruguai


TATICAMENTE, UM MÉXICO MUDADO NO 1º TEMPO
O URUGUAI FOI O MESMO.
Por motivos de lesão e suspensão, o México precisou alterar seu estilo tático contra o Uruguai. O volante Juárez, suspenso, deu lugar ao meia criativo Guardado, enquanto que o contundido Vela deu lugar a Blanco, que já foi atacante, mas que por conta da idade – e do peso – hoje atua mais recuado, sem velocidade – mas com extrema habilidade. Assim, o desenho mexicano, pelas características dos jogadores, era um 4-4-2.

O Uruguai teve apenas o desfalque do bom zagueiro Godin, contundido. Victorino o substituiu na zaga, e Oscar Tabarez manteve o esquema com Forlán na armação para os atacantes Suárez, pela esquerda, e Cavani, pela direita.

JOGO DE COMPADRES? NÃO MESMO.
Para quem acreditava num jogo de compadres, os dois times logo trataram de desmentir tal expectativa. O Uruguai teve duas boas chances, enquanto que Guardado quase ‘guardou’ um golaço de fora da área, mas a bola foi no travessão, com o goleiro Muslera vendido no lance.

Mas foi em uma trama com os três jogadores de ataque do Uruguai que saiu o gol celeste. Em contra ataque, Forlán passou para Cavani, que cruzou na cabeça de Suárez, livre de marcação, já que a zaga e o time mexicanos estavam fora de posição. O Uruguai parecia melhor postado. Aparenta ter encontrado o estilo de jogo ideal com Forlán jogando na armação.

2º TEMPO DE ARREPIAR
Os mexicanos voltaram para o 2º tempo com três atacantes, já que Barrera entrou no lugar de Guardado, e foi atuar na ponta esquerda. Blanco e Franco eram nulos. Mesmo assim, o México começou em cima da Celeste, jogando no campo de ataque o tempo todo, pois precisava do empate a todo custo, já que a África do Sul já tinha 2x0 em cima da França, que atuava com um a menos.

No entanto, o ímpeto ofensivo precisava ser dosado para evitar outro tento uruguaio, que deixaria a África do Sul a um gol da classificação e consequente eliminação do México. O jogo estava de arrepiar.

O México se lançou completamente ao ataque quando tirou Blanco, o gordinho, para a entrada de mais um atacante, Hernandez, que foi muito bem contra a França. O gol de empate ficou mais iminente à medida que o Uruguai se desfazia da posse de bola e proporcionava a pressão mexicana, sem agredir a defesa verde. Cavani e Suárez sumiram, assim como Forlán.

Mas a defesa uruguaia, imbatível até aqui, também contava com uma dose de sorte. Rodrigues perdeu dentro da pequena área. A entrada do zagueiro Scotti trouxe a Celeste para um esquema 5-3-2, já que os laterais pouco ou nada subiam.

AMBOS OS TIMES CLASSIFICADOS

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Espanha 2x0 Honduras


NÃO FOI NOVIDADE
Espanha e Honduras fizeram um jogo parecido com o confronto Espanha e Suíça da primeira rodada. A diferença é a consistência defensiva hondurenha não ser a mesma dos alpinos, que seguraram a Fúria e ainda vazaram o gol de Casillas. Isso ficou evidente quando David Villa usou do artifício do drible para ludibriar três defensores centro-americanos e finalizar no canto alto de Valladares.

AS TÁTICAS
Com o placar aberto, a Espanha, que já havia perdido inúmeras chances, se tranqüilizou, e continuou ditando o ritmo da partida, em seu 4-3-3 (em minha opinião) com David Villa na ponta esquerda, Fernando Torres (mal no jogo, sem ritmo) centralizado, e Jesús Navas na ponta direita, que deixou boa impressão, cavando um lugar no time titular.

Honduras se postou num 4-4-2, depois de ter estreado mal no 4-2-3-1, sobretudo no ataque, que foi inoperante com Pavón. Neste certame, Suazo recuperou a condição de titular voltando de contusão, e Martínez ganhou uma vaga entre os 11 iniciais, como segundo atacante, jogando pela direita do ataque, esquerda da defesa espanhola.

No entanto, logo se percebeu que o grosso do ataque espanhol começava na direita, com a dobradinha Xavi-Sergio Ramos para aproximação junto a Navas. A Espanha era pensa para a direita, mas que estava bem era David Villa pela esquerda, mesmo que Capdevilla não atuasse no ataque. Foi em uma inversão de bola da direita para a esquerda que Villa recebeu com a defesa se reposicionando e abriu o placar.

Como o jogo espanhol era pela direita, Martínez recuou para marcá-lo, e passou a compor alinha de meio de campo hondurenho sem a bola, num 4-5-1. Mas nada que o talento e a velocidade dos pontas espanhóis não pudesse superar. O gol logo no retorno do 2º tempo matou a partida. Villa deixou sua marca novamente. E poderia ter feito o terceiro, se não tivesse desperdiçado o pênalti sofrido por Navas.

PRÓXIMOS COMPROMISSOS E CHANCES DE CLASSIFICAÇÃO
Honduras preocupantemente foi inoperante no ataque, mais uma vez, e está eliminada da Copa. Tem o desafio de marcar ao menos uma vez, mas terá de ser contra o ferrolho suíço.
A Espanha enfrenta o Chile, líder do grupo. Uma vitória simples classifica a Fúria. Um empate pode eliminá-la, basta a Suíça vencer Honduras.

Chile 1x0 Suíça

AS DUAS EQUIPES REFORÇADAS COM SEUS CAMISAS 9
O Chile contou com o retorno de Suazo, artilheiro do time nas Eliminatórias, e que voltava de contusão. A volta de Suazo significou que Valdivia voltarua ao banco. Da mesma forma, Frei foi escalado depois de readquirir condições físicas. Além dele, outro titular fora por contusão retornou ao time: o meio-campista Behrami.

COMPOSIÇÃO TÁTICA
Depois de atuar num 4-3-3 vitorioso que alternou para o 3-4-3 no segundo tempo da estreia, Marcelo Bielsa escalou o Chile com três zagueiros diante da Suíça. Com um volante mais marcador no meio e três zagueiros, o Chile pode liberar Vidal pela esquerda e principalmente Isla pela direita, dois laterais que foram muito bem no primeiro jogo. Matí Fernandez cumpriu o papel de articulador pelo meio, e os três perigosos atacantes preenchiam o campo defensivo da Suíça.

Os alpinos se compuseram da mesma forma que venceram a Espanha, mas como já foi dito, reforçada por dois de seus titulares que voltavam de contusão. A Suíça veio, portanto, com duas linhas de quatro jogadores e dois atacantes quando tinha a bola. Sem ela, o 4-5-1 que deu mais que certo na estreia.

CHILE MELHOR NO INÍCIO
Jogando com bolas rápidas pelas laterais, o Chile começou melhor no jogo, pois conseguia se infiltrar nas linhas defensivas da Suíça. Foi assim que criou boas oportunidades de gol. Benaglio fez duas boas defesas e Suazo, provavelmente sem ritmo de jogo, furou em outra chance criada.

MAIS UM VERMELHO NO 1º TEMPO. QUE SINA!
Quando a Suíça equilibrou a partida, minando os ataques chilenos pelas pontas, ocorreu mais uma expulsão. O árbitro da Arábia Saudita demonstrara ser rigoroso, tendo mostrado quatro amarelos nos primeiros 25’. Behrami se enroscou com o chileno Vidal e foi expulso diretamente, deixando de ser um ‘reforço’ para ser um problemão para a Suíça.

Se nesta partida os suíços saíam mais para o jogo, depois da expulsão tinha tudo para se fechar como fez contra a Espanha. A primeira providência foi tirar o outro jogador que retornava – Frei – para colocar Barnetta, que recompõe melhor para marcar no meio de campo.

O Chile usou bem a abertura de jogo com Beausejour e Sánchez. Faltava o último passe para abrir o placar no 1º tempo.  Depois de marcar um gol anulado pela arbitragem e as três fazer alterações possíveis para renovar o fôlego de seus jogadores, o Chile manteve a pressão, mas o jogo claramente se encaminhava para o 0x0, excelente para a Suíça e perigoso para os chilenos.

Mas uma das alterações de Bielsa foi decisiva. Depois de lançar Valdivia como atacante após o intervalo, o técnico colocou Paredes no ataque e tirou o armador Fernandez, deslocando o ex-palmeirense para a criação de jogadas no meio. E foi assim que saiu o gol, chorado, do Chile, com González, que também entrara no intervalo, aproveitando cruzamento de Paredes.

PRÊMIO
À Suíça restou o recorde de 559 minutos sem sofrer gols em Copas.