O
Japão foi escalado com os mesmos titulares das demais partidas dos samurais
azuis no grupo E. O esquema alternou de acordo com o resultado que a equipe
buscava nas partidas. 4-3-3 contra Camarões e 4-5-1 contra a Holanda. Contra a
Dinamarca, Matsui e Okubo jogaram bem próximos de Honda, caracterizando o
4-3-3.
A
Dinamarca também foi escalada com três atacantes, com Rommedahl na ponta
direita e Tomasson pela esquerda. A diferença é que os dinamarqueses careciam
de um jogador de articulação no meio, já que nem Jørgensen, nem Kahlenberg e
muito menos Christian Poulsen tinham essa característica.
JAPÃO IMPLACÁVEL NA BOLA
PARADA
O
jogo estava desenhado para ser bastante competitivo, com o Japão tendo a
vantagem do empate e a Dinamarca precisando da vitória. Isso contribuiu para a
cera japonesa desde o início da partida, em cada reposição de lateral ou em
cada cobrança de falta.
Depois
de Tomasson perder duas boas oportunidades, foi em uma cobrança de falta que o
Japão abriu o placar, logo aos 17’, com Honda, em falha de Sørensen. Antes que
os escandinavos pudessem assimilar o golpe, outra cobrança de falta, desta vez
de Endo, com perfeição, praticamente colocou os japoneses na fase seguinte da
Copa.
Com
a vantagem no placar, o Japão deu campo para a Dinamarca jogar, se postando no
4-5-1, desarmando bem e saindo em velocidade no contra-ataque. Foi assim que os
nipônicos conseguiram cozinhar os vikings durante o 1º tempo. Somente três gols
e a virada salvariam a Dinamarca no 2º tempo.
Mas
a equipe do Japão não dava mostras de que cederia ao ímpeto dinamarquês. A
seleção nipônica surpreendia este blogueiro pela qualidade e pela personalidade.
E merecia a classificação.
O
jogo que poderia ser emocionante na busca pela vitória ficou morno em virtude
da qualidade da equipe japonesa, que matou a partida aos 30’ do 1º tempo e que
soube administrar bem a segunda etapa, sem levar sustos ou ameaças à
classificação.
Japão classificado, Dinamarca
eliminada
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