A
Itália foi escalada no tradicional 4-4-2, desta vez com Di Natale no ataque, ao
lado de Iaquinta e Gattuso no meio de campo no lugar do mais criador e menos
marcador Marchisio. Em tese, uma equipe mais cautelosa e menos ofensiva, com
apenas o destro Pepe e o canhoto Montolivo responsáveis pela criação no meio.
Os
eslovacos escalaram três atacantes, mas um deles, Stoch, atuava no lado direito
do meio de campo, recompondo a contenção. Hamsik era o principal jogador de
criação, pelo lado esquerdo do campo, mas novamente não foi bem. Vittek apareceu
no ataque ao lado de Jendrisek. O esquema: 4-4-2.
1º TEMPO FRACO
TECNICAMENTE. E A ITALIA CONSEGUIA SAIR PERDENDO
O
1º tempo de Itália x Eslováquia foi muito fraco tecnicamente. Mas como o
momento italiano é péssimo, a Squadra Azzurra conseguiu ir para o intervalo
perdendo o jogo por 1x0 (gol de Vittek), em virtude de um erro crasso de De
Rossi na saída de bola.
As
demais (foram poucas) chances de gol no 1º foram eslovacas, com os volantes Kucka
e Strba chutando de fora da área. A defesa italiana não era ameaçada, mas
cometeu um erro fatal, fato que não ocorria na Copa de 2006. A defesa eslovaca
tampouco era agredida. Iaquinta estava isolado no ataque, e a articulação de Di
Natale.
2º TEMPO DRAMÁTICO
Marcello
Lippi promoveu a estreia do atacante Quagliarella para aquele que poderia ser o
último tempo da Itália na Copa 2010. O empate era suficiente para classificar
os italianos para o provável embate com a Holanda, ainda que não afastasse as
críticas. Maggio entrou no lugar de Criscito para jogar na lateral direita;
Zambrotta foi deslocado para a esquerda.
A
entrada de Pirlo – outro volante, diga-se - foi vista pelos torcedores da Azzurra
como a salvação da pátria. A única benesse de ter Pirlo era manifestada nas
jogadas de bola parada. Mas foi outro componente que se apresentou em campo para
o time italiano: o nervosismo. O jogo certamente iria para o abafa. Depois de
uma jogada de escanteio, Quagliarella chutou para o gol, a bola passou por Mucha
e Skrtel salvou em cima da linha.
Zambrotta,
que foi jogar pelo lado esquerdo, viu cair por ali o habilidoso Hamsik, que
inverteu posições com Stoch. Assim se desenhavam os contra-ataques eslovacos.
Mas
foi em outra falha da zaga que a Eslováquia marcou novamente. Chiellini estava
desatento, e Vittek esperto afundando os atuais campeões, aos 29’.
Di
Natale deu muitas esperanças à torcida italiana, ao completar rebote de grande
jogada de raro talento entre Quagliarella e Iaquinta, aos 37’. Na base da
pressão, Quagliarella teve gol polemicamente anulado. A Eslováquia havia
cansado e não havia feito nenhuma substituição com mais de 40’ do 2º tempo!
Aos
42’, o técnico eslovaco finalmente mandou a campo Kopunek, primeira alteração
do time. E foi justamente ele quem teve gás para entrar nas costas da zaga pra
enterrar de vez as esperanças italianas. 3x1!
Aos
47’, incrivelmente, Quagliarella marcou um golaço e recolocou a Itália a apenas
um gol da classificação, para acabar com qualquer previsão!
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