TÁTICAS SEMELHANTES,
OBJETIVOS DIFERENTES
A
equipe hondurenha conseguiu tocar bem a bola no campo ofensivo, mas encontrava
a já famosa muralha suíça, composta rapidamente em duas linhas de quatro
jogadores. A diferença para as demais partidas eram N’kufo e Derdiyok no
ataque, que não tinham a atribuição de marcar.
Mas
foi a Suíça quem teve as melhores oportunidades, mesmo jogando um futebol sem
segredos: os volantes Inler e Huggel começavam as jogadas, com Barnetta como
meia direita, Fernandes como meia esquerda, e a dupla de ataque supracitada sendo
municiada pelo meio de campo. O 4-4-2 mais tradicional possível, com ênfase no
contra-ataque.
O
4-4-2 também era o esquema de Honduras, espelho da equipe suíça, mas
aparentemente menos entrosado, até porque a seleção hondurenha possuía diversas
modificações dos onze que haviam iniciado as demais partidas.
A
Suíça tinha dificuldades de infiltração, mas Honduras cometia recorrentes
faltas nas imediações da área que eram alçadas sem cerimônia, sempre com
vantagem dos atacantes suíços. Apesar de ser o recurso em que o ataque suíço é
especialista, o gol não saiu no primeiro tempo. Pelo que ocorria no outro jogo,
a Suíça precisava de apenas um gol para se classificar.
2º TEMPO DE GRANDES CHANCES
E GRANDE INCOMPETÊNCIA
No
2º tempo, Suazo, de Honduras, teve grande chance de abrir o placar, ao subir de
cabeça sem marcação, na cara do goleiro Benaglio, mas o atacante hondurenho
desperdiçou. Essa oportunidade não foi por acaso. Honduras voltou com mais
vigor do que a Suíça no 2º tempo, e ganhou o meio de campo que era mais suíço
no 1º tempo.
Na
reta final do jogo, Honduras perdeu inúmeras chances no contra-ataque, diante
de uma defesa esburacada da Suíça que não reconheceríamos. À Suíça faltou
competência para vazar a defesa hondurenha. À Honduras também. O 0x0 era mais
do que o retrato da partida.
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