sexta-feira, 25 de junho de 2010

Suíça 0x0 Honduras


TÁTICAS SEMELHANTES, OBJETIVOS DIFERENTES
A equipe hondurenha conseguiu tocar bem a bola no campo ofensivo, mas encontrava a já famosa muralha suíça, composta rapidamente em duas linhas de quatro jogadores. A diferença para as demais partidas eram N’kufo e Derdiyok no ataque, que não tinham a atribuição de marcar.

Mas foi a Suíça quem teve as melhores oportunidades, mesmo jogando um futebol sem segredos: os volantes Inler e Huggel começavam as jogadas, com Barnetta como meia direita, Fernandes como meia esquerda, e a dupla de ataque supracitada sendo municiada pelo meio de campo. O 4-4-2 mais tradicional possível, com ênfase no contra-ataque.

O 4-4-2 também era o esquema de Honduras, espelho da equipe suíça, mas aparentemente menos entrosado, até porque a seleção hondurenha possuía diversas modificações dos onze que haviam iniciado as demais partidas.

A Suíça tinha dificuldades de infiltração, mas Honduras cometia recorrentes faltas nas imediações da área que eram alçadas sem cerimônia, sempre com vantagem dos atacantes suíços. Apesar de ser o recurso em que o ataque suíço é especialista, o gol não saiu no primeiro tempo. Pelo que ocorria no outro jogo, a Suíça precisava de apenas um gol para se classificar.

2º TEMPO DE GRANDES CHANCES E GRANDE INCOMPETÊNCIA
No 2º tempo, Suazo, de Honduras, teve grande chance de abrir o placar, ao subir de cabeça sem marcação, na cara do goleiro Benaglio, mas o atacante hondurenho desperdiçou. Essa oportunidade não foi por acaso. Honduras voltou com mais vigor do que a Suíça no 2º tempo, e ganhou o meio de campo que era mais suíço no 1º tempo.

Na reta final do jogo, Honduras perdeu inúmeras chances no contra-ataque, diante de uma defesa esburacada da Suíça que não reconheceríamos. À Suíça faltou competência para vazar a defesa hondurenha. À Honduras também. O 0x0 era mais do que o retrato da partida.


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