PARTIDA FRACA NO 1º TEMPO.
DEFESAS PREDOMINAM
Japão
repetindo a mesma escalação pelo quarto jogo consecutivo (todos da Copa), no
4-5-1 que se transformava no 4-2-3-1 com a posse de bola, sempre visando o
habilidoso Honda no ataque. Paraguai no tradicional 4-4-2, com o retorno de
Bonet na lateral direita e Barrios no ataque.
O
1º tempo foi de muita movimentação, mas com poucas oportunidades de ataque, já
que os dois times estavam bem armados na defesa. Quando Barrios quebrou essa
tendência, em lindo drible pra cima de Nakazawa, e perdeu grande chance, Matsui
tratou de responder, acertando lindo chute de fora da área, que bateu no
travessão.
O
duelo de defesas muito boas resultou num 1º tempo sem muitas outras emoções. O
Paraguai chegou às oitavas de final tendo sofrido apenas um gol, da Itália,
classificado em primeiro lugar do Grupo F. O Japão havia sofrido apenas 2 gols,
um da poderosa Holanda (Sneijder) e outro em rebote de pênalti de Tomasson, da
Dinamarca, o que lhe rendeu a segunda vaga do Grupo E.
A
estratégia de defesa japonesa estava bem identificável: Okubo e Matsui, que
operam como pontas com a bola, marcavam os laterais paraguaios, e quando estes
avançavam eram acompanhado pelos laterais japoneses, Komano e Nagatomo. Dessa
forma, Okubo e Matsui ficavam com os volantes e meias guaranis que caíam por
seu setor. Nakazawa marcava Barrios, e Túlio Tanaka estava com Roque Santa
Cruz.
Resultado:
o Paraguai só tinha o seu campo de defesa para tocar a bola com tranqüilidade.
Os lances de perigo ocorreram em consequência de uma jogada individual de
Barrios, ou da bola parada.
ANÁLISE: JAPÃO ABDICA DE
SER MAIS PERIGOSO
A
postura japonesa me incomodava, no sentido em que não conseguia articular
jogadas para Honda com a bola no pé, apesar da capacidade do time em fazer
isso. Mais uma vez, o time renunciava à posse da bola, e se portava como time
inferior ao Paraguai, coisa que não é, necessariamente. Mesmo assim, deixava o
Paraguai ter o domínio do jogo.
No
2º tempo, talvez pela iminência da prorrogação, caso persistisse o resultado de
empate, ambas as equipes se soltaram mais. O Paraguai mais do que o Japão, já
que o ataque nipônico não agredia, nem assustava. O Paraguai parecia querer
mais do que o Japão. Mas a partida estava aberta. O Paraguai contou com a
entrada de Haedo Valdéz, que começou a Copa como titular, que passou a atuar
como terceiro atacante, um 4-3-3 com a posse de bola. Essa alteração não
pareceu assustar a sólida defesa japonesa.
Nos
minutos finais, após os 40’, o Japão ameaçou uma pressão, encurralando o
Paraguai dentro de sua área com seguidos cruzamentos. A partida, com cheiro de prorrogação desde o
início, foi para o período extra de meia hora, no qual vimos mais do mesmo, mas
com uma pitada de emoção a mais. O Japão, por sinal, teve as melhores chances,
mas a igualdade permaneceu.
Nos
pênaltis, o japonês Komano foi o único a desperdiçar, e o Paraguai levou, por 5
a 3.
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