TATICAMENTE, UM MÉXICO
MUDADO NO 1º TEMPO
O URUGUAI FOI O MESMO.
Por motivos de lesão e suspensão, o México precisou alterar
seu estilo tático contra o Uruguai. O volante Juárez, suspenso, deu lugar ao
meia criativo Guardado, enquanto que o contundido Vela deu lugar a Blanco, que
já foi atacante, mas que por conta da idade – e do peso – hoje atua mais
recuado, sem velocidade – mas com extrema habilidade. Assim, o desenho
mexicano, pelas características dos jogadores, era um 4-4-2.
O Uruguai teve apenas o desfalque do bom zagueiro Godin,
contundido. Victorino o substituiu na zaga, e Oscar Tabarez manteve o esquema
com Forlán na armação para os atacantes Suárez, pela esquerda, e Cavani, pela direita.
JOGO DE COMPADRES?
NÃO MESMO.
Para quem acreditava num jogo de compadres, os dois times
logo trataram de desmentir tal expectativa. O Uruguai teve duas boas chances,
enquanto que Guardado quase ‘guardou’ um golaço de fora da área, mas a bola foi
no travessão, com o goleiro Muslera vendido no lance.
Mas foi em uma trama com os três jogadores de ataque do
Uruguai que saiu o gol celeste. Em contra ataque, Forlán passou para Cavani,
que cruzou na cabeça de Suárez, livre de marcação, já que a zaga e o time
mexicanos estavam fora de posição. O Uruguai parecia melhor postado. Aparenta
ter encontrado o estilo de jogo ideal com Forlán jogando na armação.
2º TEMPO DE ARREPIAR
Os mexicanos voltaram para o 2º tempo com três atacantes, já
que Barrera entrou no lugar de Guardado, e foi atuar na ponta esquerda. Blanco
e Franco eram nulos. Mesmo assim, o México começou em cima da Celeste, jogando
no campo de ataque o tempo todo, pois precisava do empate a todo custo, já que
a África do Sul já tinha 2x0 em cima da França, que atuava com um a menos.
No entanto, o ímpeto ofensivo precisava ser dosado para
evitar outro tento uruguaio, que deixaria a África do Sul a um gol da
classificação e consequente eliminação do México. O jogo estava de arrepiar.
O México se lançou completamente ao ataque quando tirou
Blanco, o gordinho, para a entrada de mais um atacante, Hernandez, que foi
muito bem contra a França. O gol de empate ficou mais iminente à medida que o
Uruguai se desfazia da posse de bola e proporcionava a pressão mexicana, sem
agredir a defesa verde. Cavani e Suárez sumiram, assim como Forlán.
Mas a defesa uruguaia, imbatível até aqui, também contava
com uma dose de sorte. Rodrigues perdeu dentro da pequena área. A entrada do
zagueiro Scotti trouxe a Celeste para um esquema 5-3-2, já que os laterais
pouco ou nada subiam.
AMBOS OS TIMES
CLASSIFICADOS
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