NÃO FOI NOVIDADE
Espanha
e Honduras fizeram um jogo parecido com o confronto Espanha e Suíça da primeira
rodada. A diferença é a consistência defensiva hondurenha não ser a mesma dos
alpinos, que seguraram a Fúria e ainda vazaram o gol de Casillas. Isso ficou
evidente quando David Villa usou do artifício do drible para ludibriar três
defensores centro-americanos e finalizar no canto alto de Valladares.
AS TÁTICAS
Com
o placar aberto, a Espanha, que já havia perdido inúmeras chances, se tranqüilizou,
e continuou ditando o ritmo da partida, em seu 4-3-3 (em minha opinião) com David
Villa na ponta esquerda, Fernando Torres (mal no jogo, sem ritmo) centralizado,
e Jesús Navas na ponta direita, que deixou boa impressão, cavando um lugar no
time titular.
Honduras
se postou num 4-4-2, depois de ter estreado mal no 4-2-3-1, sobretudo no
ataque, que foi inoperante com Pavón. Neste certame, Suazo recuperou a condição
de titular voltando de contusão, e Martínez ganhou uma vaga entre os 11
iniciais, como segundo atacante, jogando pela direita do ataque, esquerda da
defesa espanhola.
No
entanto, logo se percebeu que o grosso do ataque espanhol começava na direita,
com a dobradinha Xavi-Sergio Ramos para aproximação junto a Navas. A Espanha
era pensa para a direita, mas que estava bem era David Villa pela esquerda,
mesmo que Capdevilla não atuasse no ataque. Foi em uma inversão de bola da
direita para a esquerda que Villa recebeu com a defesa se reposicionando e
abriu o placar.
Como
o jogo espanhol era pela direita, Martínez recuou para marcá-lo, e passou a
compor alinha de meio de campo hondurenho sem a bola, num 4-5-1. Mas nada que o
talento e a velocidade dos pontas espanhóis não pudesse superar. O gol logo no
retorno do 2º tempo matou a partida. Villa deixou sua marca novamente. E
poderia ter feito o terceiro, se não tivesse desperdiçado o pênalti sofrido por
Navas.
PRÓXIMOS COMPROMISSOS E
CHANCES DE CLASSIFICAÇÃO
Honduras
preocupantemente foi inoperante no ataque, mais uma vez, e está eliminada da
Copa. Tem o desafio de marcar ao menos uma vez, mas terá de ser contra o
ferrolho suíço.
A
Espanha enfrenta o Chile, líder do grupo. Uma vitória simples classifica a
Fúria. Um empate pode eliminá-la, basta a Suíça vencer Honduras.
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