TIMES TÁTICOS
O Brasil foi escalado no tradicional 4-4-2,
com Nilmar na vaga de Robinho. Essa foi a surpresa de Dunga para o jogo. Sem a
bola, no entanto, o Brasil era eficaz, no 4-2-3-1, pois Nilmar faz muito bem a
função de marcação do lateral adversário, quando este ataca.
Portugal
veio postado no usual 4-3-3, mas com Duda, lateral-esquerdo de origem, na
função de terceiro atacante. Isso sinalizava cautela por parte de Carlos Queiroz,
que optou por um jogador não tão ofensivo para jogar naquela região do campo.
Sem a bola, Portugal se enclausurava num 4-1-4-1 em que apenas Cristiano Ronaldo
não marcava,e Pepe era o 1 à frente da defesa.
JOGO TENSO, DISPUTADO E
VIOLENTO NO 1º TEMPO
Mas
era pela esquerda que Portugal levava mais perigo, por um motivo mais evidente:
É por ali que jogam Maicon e Daniel Alves, bastante ofensivos. Dessa forma,
Fábio Coentrão buscava tabelas com Raul Meireles e Cristiano Ronaldo também se
deslocava para aquele setor. O lado direito do ataque português, esquerdo do
ataque do Brasil, não era povoado.
E
era por ali que estava Nilmar, sempre perigoso, mas subaproveitado. O Brasil
precisava buscar mais o jogo por ali, pois Portugal já sabia do potencial
brasileiro pela direita, e colocava o time todo na defensiva por aquele lado.
O
Brasil tomava a iniciativa do jogo e Portugal estava bastante confortável em
jogar no contra-ataque. A questão era que o Brasil não precisava tomar a
iniciativa do jogo, mas corria riscos. Em um lance polêmico, Juan meteu a mão
na bola em um contra-ataque que seria mortal com Cristiano Ronaldo. Com a Costa
do Marfim marcando um gol atrás do outro contra a Coreia do Norte, quem tinha
que temer era Portugal. O Brasil já estava classificado. Portugal, quase lá,
mas ainda não garantido.
Afora
as polêmicas entre os jogadores e as entradas mais duras de ambas as partes, o
Brasil levou mais perigo com Nilmar e Luís Fabiano. Cristiano Ronaldo foi nulo.
Mas quando se fala em violência, Felipe Melo é protagonista, razão pela qual
foi tirado de campo pro Dunga, para a entrada de Josué.
2º TEMPO RUIM DO BRASIL.
PORTUGAL MELHOR
O
time português ajustou mais ainda sua marcação e anulou as alternativas de
ataque brasileiro pelo lado direito, com Coentrão em cima de Daniel Alves e
Simão marcando Maicon. Sem a articulação de Júlio Baptista, o Brasil ressentia
a falta de Kaká, e quem tomava a iniciativa era Lúcio.
Portugal
roubou diversas bolas (e outras tantas entregues por Gilberto Silva), e quase
venceu o jogo nas arrancadas de Cristiano Ronaldo, que se estivesse em tarde
mais inspirada, teria vencido a meta de Júlio César.
O
Brasil se mostrou sem alternativas para a ausência de Kaká, e ficou comprovado
que ele é essencial. Daniel Alves também não substituiu Elano a altura.
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