


A seleção holandesa conta com uma equipe que obteve vitórias em todas
as oito partidas que disputou para chegar à África do Sul. Os grandes talentos
dessa seleção tiveram desempenho incontestável nessa temporada, sobretudo Arjen
Robben (Bayern de Munique) e Wesley Sneijder (Inter de Milão). Para completar,
o time laranja caiu em uma chave cujos adversários são bastante inferiores
tecnicamente, e o jogo mais complicado deve ocorrer na estreia mesmo, quando
enfrenta uma escola europeia de futebol. O Grupo E será muito mais tranquilo do
que o grupo da morte da última Copa, quando foi colíder com a Argentina.
A Dinamarca chegou à Copa da África vencendo um grupo com Portugal,
Suécia e até a Hungria – que chegou a jogar um grande futebol e quase se
classificou. Após o sorteio dos grupos para a Copa 2010, observou-se no país um
otimismo pragmático, mas incontido, quanto às chances da equipe no torneio: a
primeira colocação é da Holanda, e a segunda é da Dinamarca! O otimismo é fruto
do resultado nas Eliminatórias, e não do futebol jogado pela seleção
dinamarquesa, que está longe de ser a Dinamáquina dos anos 1980, quando chegou
a golear o Brasil por 4x0 (inserir hiperlink). A Dinamarca tem grandes chances
de ratificar a segunda colocação do grupo, mas a equipe carece de talento, e
pode ser surpreendida.
A seleção japonesa chega mais uma vez à Copa do Mundo sem grandes
badalações – talvez a última vez que isso se deu tenha ocorrido quando foi
anfitriã do torneio de 2002. Na última edição do torneio conquistou um único
ponto em um empate sem gols contra a também eliminada Croácia, e ficou com a
lanterna. O futebol nipônico perdeu a predominância na Ásia e ficou relegado à
segunda posição em seu grupo das Eliminatórias, atrás da Austrália, e deve repetir
o desempenho de 2006.
Camarões chega à primeira Copa do Mundo realizada no continente
africano de maneira desacreditada em virtude da fraca campanha na Copa Africana
de Nações deste ano, quando foi facilmente eliminada logo nas Quartas de Final,
tendo vencido apenas uma partida (3x2 contra Zâmbia, com gol apenas nos minutos
finais). Apesar do momento ruim e de não contar com a mesma qualidade da
geração da Copa de 1990, os Leões Indomáveis continuam sendo um dos principais
times do continente africano, e com o apoio da torcida e a capacidade de
decidir partidas de Samuel Eto’o pode surpreender os postulantes à segunda
posição da chave E, desde que não perca pontos para o Japão.


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