


A seleção brasileira dispensa
apresentações. Todos devem ter acompanhado o clamor nacional contra a
convocação do técnico Dunga, mas têm a consciência de que o tal “grupo” já
demonstrou força em diversas oportunidades, como os títulos da Copa América
2007, Copa das Confederações 2009 e o primeiro lugar nas Eliminatórias. O time
tem, sabidamente, um gargalo a resolver na lateral esquerda, além de carecer do
talento de craques que ficaram de fora da lista dos convocados. E a equipe
depende muito de sua qualidade defensiva. Mesmo assim, até como brasileiro, é
difícil não acreditar na classificação nessa fase de grupos.
A Coreia do Norte é a primeira
adversária do Brasil na Copa. E é mais uma das seleções desconhecidas do povo
brasileiro, esta por razões políticas do governo que enclausurou todo o país em
seu limitado território. As atuações em amistosos antes da Copa da África não
foram catastróficas (empates com Venezuela e África do Sul e derrotas pelo
placar mínimo ante Paraguai e Venezuela, novamente), mas também não farão a
equipe repetir o feito de 1966, quando chegou às Quartas de Final.
A Costa do Marfim é mais temida
por seus talentos individuais do que pelo conjunto do time. A derrota em março
em amistoso contra a Coreia do Sul (2x0) foi prova evidente disso. A seleção
teve o técnico bósnio que classificou a equipe de forma invicta para a Copa do
Mundo demitido, e contratou o sueco Svan Goran Eriksson (o mesmo que caiu como
técnico do México) para comandar Didier Drogba, Salomon Kalou e Yaya Touré em
2010. Entretanto, desconfiança e briga de egos têm sido questões frequentes no
grupo marfinense, o que deve atrapalhar o desempenho dos elefantes na África.
A seleção portuguesa completa uma
chave aparentemente delicada no Grupo G da Copa do Mundo. É possível dizer que
o termômetro da equipe lusitana no torneio será o craque Cristiano Ronaldo. Nas
Eliminatórias para a Copa, o gajo não marcou nenhuma vez, e Portugal se
classificou na bacia das almas para a repescagem contra a Bósnia (quase perde a
vaga para a Hungria ou para a Suécia). Porém, não podemos esquecer as presenças
dos brasileiros Deco e Liédson, e dos coadjuvantes, mas muito bons de bola,
Simão e Nani. A seleção conta ainda com diversos jogadores experientes e que
compuseram o grupo que foi 4º colocado sob o comando de Felipão em 2006.
PITACOS: O último jogo da chave,
entre Brasil e Portugal, será entre os classificados, e definirá quem passa em
primeiro. Costa do Marfim e Coreia do Norte serão os eliminados do grupo G.


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