O jogo começou truncado, e se
manteve assim a primeira metade do 1º tempo. Raras foram as finalizações de
ambas as equipes, e nenhuma delas teve a direção do gol.
UM URUGUAI MUDADO EM RELAÇÃO À ESTREIA.
O técnico uruguaio Oscar Tabárez
mudou duas posições e o esquema tático da equipe para o confronto com os donos
da casa. Montou o Uruguai num 4-4-2 como espelho da seleção sul-africana. Os
meias ofensivos marcando os laterais, os volantes marcando os meias ofensivos
africanos, e a zaga segura tendo que observar apenas Mphela, centralizado e isolado
na área.
A ÁFRICA DO SUL COM A MESMA FORMAÇÃO. E OS MESMOS PROBLEMAS
Parreira escalou a mesma equipe
da primeira partida; a única exceção era Masilela no lugar de Twhala na lateral
esquerda. A equipe veio também com a mesma proposta de jogo, o toque de bola
rápido entre os meio-campistas para criar as chances de gol para Mphela, mas
também demonstrou a mesma dificuldade apresentada ante os mexicanos no Soccer
City, na última sexta-feira.
Suárez acertou o primeiro chute a
gol do jogo, de fora da área, aos 22’. Foi sintomático. Forlán arriscou aos 24’
e Khune aceitou. O Uruguai estava na frente em um jogo bastante equilibrado. O
gol desequilibrou a partida, pois a África do Sul se perdeu em campo, e passou
a errar passes consecutivos, ainda na saída de bola. Apesar da empolgação da
torcida, a seleção da casa estava pouco inspirada.
No início do 2º tempo o Uruguai
demonstrou que estava disposto a garantir a vitória, marcando forte,
desarmando, e armando contra-ataques. Contava ainda com o nervosismo não
superado dos sul-africanos. Moriri foi a campo no lugar do volante
Letsholonyane, e a África do Sul se postou no 4-1-4-1. A incumbência de mudar a
história do jogo era de Piennar, Modise, Tshabalala e do próprio Moriri.
Nada mudou no campo ofensivo da
África do Sul. Do outro lado, sim. Em um lance fortuito do ataque uruguaio,
Suárez apareceu livre na frente de Khune, driblou o arqueiro e sofreu o pênalti
que rendeu a expulão do camisa 16 dos Bafana Bafana. Forlán decretou a vitória
aos sul-americanos, e, de quebra deixou a África do Sul em situação complicadíssima
no Grupo Bafana no último minuto do jogo.
Ficou evidente que o estrategista
do Uruguai estudou bem o jogo sul-africano, e anulou toda e qualquer tentativa
de ataque dos Bafana Bafana, que demonstrou ser um time nervoso e previsível.
Ao menos nessa partida.
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