UMA ZEBRA VERMELHA E BRANCA
Como era esperado, a Espanha
tomou as rédeas da partida e manteve alto índice de posse de bola, enquanto que
a Suíça se fechava em duas linhas de quatro marcadores O atacante Derdiyok
também auxiliava no combate defensivo ao meio campista espanhol que caísse pelo
meio. Lembrando que Busquets, mais atrás, Xabi Alonso, Iniesta e Xavi compunham
a meia-cancha da Fúria, e se movimentavam bastante.
Ambas as equipes vieram escaladas
no esquema de jogo 4-4-2, mas com características e intenções totalmente
distintas. Desde cedo o jogo se desenhou como o embate Ataque VS. Defesa. À
Espanha coube superar o ferrolho suíço com alternância de jogadas e velocidade.
Apesar de conscientes daquilo que
deveriam fazer, os espanhois estavam pouco inspirados para superar a muralha
suíça. De se destacar, o toque de bola de primeira, com qualidade. De ruim, os
inócuos levantamentos para dentro da área. A segunda metade do 1º viu aquilo
que se aguardava da Espanha, criando chances interessantes. Mas, em todo o
primeiro tempo, foram apenas sete finalizações, três certas, mas sem levar
muito perigo ao goleiro Benaglio.
Em uma das raras subidas da
Suíça, acreditem, gol! Após abrir o placar, para incredulidade geral da nação
espanhola, os suíços incomodaram mais porque puderam sair para o jogo, e o maio
de campo espanhol é qualquer coisa, menos marcador. Menos ainda após a saída de
Busquets para entrada de Fernando Torres. Derdiyok e N’Kufo, atacantes da Suíça,
finalmente passaram a ter função no jogo.
COINCIDÊNCIAS
Como em 2006, a Suíça subverte
todas as expectativas de classificação de seu grupo. E isso tem influência para
a trajetória do Brasil na Copa. Há quatro anos, deixou a França em segundo no
grupo, mandou os “bleus” para a chave do Brasil, o que possibilitou o embate
entre brasileiros e franceses nas quartas-de-final. O resultado nós já sabemos.
Dessa vez, a Suíça pode ter colocado a Espanha no caminho da Brasil.
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