O Chile começou com tudo pra cima
da seleção hondurenha, principalmente com as subidas do lateral direito
ofensivo Isla, devidamente coberto por Carmona. Fernandez era o articulador pelo
meio, auxiliado por Millar, enquanto que Sanchez e Beausejour eram os atacantes
que jogavam abertos entre os zagueiros e os laterais. Valdivia atuava
centralizado, quase como centroavante, mas como essa não é sua característica,
saía bastante da área para viabilizar as jogadas. O esquema? Um ousado 4-1-2-3,
à la Loco Bielsa.
O desenho tático da seleção
hondurenha, pelas características de seus jogadores, era o 4-2-3-1, com apenas Pavón na frente, mas bem auxiliado pelos
meio-campistas Álvarez e Nuñez, que atuavam nas costas dos laterais, sobretudo
em cima das subidas de Isla. No entanto, Honduras se limitou aos contra-ataques,
que foram rareando à medida que os chilenos se organizavam melhor em campo.
O Chile tomava a iniciativa e era
melhor. Em linda trama de Fernandez, Isla chegou à linha de fundo com
velocidade e cruzou rasteiro para Beausejour abrir o placar. Jogada claramente
bem treinada que deu certo.
Alexis Sanchez, veloz e
habilidoso, era ameaça constante à defesa cintura-dura de Honduras. O jogo era
por ali, nas costas do lateral de Honduras. E Beausejour fazia o mesmo pela
esquerda do ataque. Quando os laterais chilenos apareciam por ali, não eram
acompanhados por nenhum hondurenho.
Com a vitória parcial, o 2º tempo
era prenúncio de mais gols, já que os hondurenhos teriam que se arriscar mais
no ataque, e o Chile encontraria mais espaços no campo de ataque. Essa tese foi
reforçada pela entrada de Jara, volante de contenção, no lugar do armador
Millar, que liberou de vez Isla no ataque, quase que como um meia ofensivo bem
aberto pela direita. A lamentar apenas a ausência de mais gols chilenos, pelas
inúmeras chances criadas. A manutenção do placar mínimo não deixava de ser um
risco, mas a vitória chilena se confirmou.
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