Prometeu-se um jogão, com as duas
seleções escaladas em função de seus ataques. A Argentina veio mesmo com
Mascherano na contenção de meio campo, Verón flutuando e Higuain como atacante
mais enfiado na frente, munido por uma linha de três armadores: Di Maria, Messi
e Tevez, um típico 4-2-3-1, mas com uma qualidade com que poucos times podem se
dar ao luxo de jogar, mas muito mais para um 4-2-4. O gol de Heinze nasceu de
uma série de chances criadas pelos argentinos em apenas cinco minutos de
partida.
O jogo da Nigéria se baseou pelo
lado esquerdo, com Obasi e Yakubu, mas não por acaso. Por ali jogava Jonás
Gutiérrez, jogador de meio campo improvisado por Maradona na lateral direita.
Bom no apoio, mas fraco na marcação.
Para suportar o ataque
imprevisível da Argentina, a Nigéria precisava recuar os dois homens de criação
do meio para fechar uma segunda linha de quatro jogadores. O que por sua vez dificultou
a saída de jogo e a criação do ataque nigeriano. O primeiro tempo inteiro
transcorreu sem que a Nigéria pudesse agredir de forma mais contundente a
defesa portenha.
Odemwingie entrou no segundo tempo
para jogar em cima de Gutiérrez, que só piorou conforme o tempo passou e o
cansaço se manifestou. Mas também entrou para repor a marcação no setor direito
do ataque argentino. Obasi vinha bem, mas cansou. A Nigéria melhorou no segundo
tempo, até em função do placar adverso, e a Argentina permitiu a aproximação
dos nigerianos.
Maradona, enfim, tirou Higuaín,
muito mal, para a entrada de Diego Milito, que vem em grande fase. Mas também
colocou Rodriguez, bom jogador, mas para fazer a função de Verón. Não é bem assim.
Maxi Rodriguez é muito mais um atacante. E Jonás Gutiérrez ficou em campo. A
Argentina tomou pressão e quase sofreu o empate; faltou qualidade aos
nigerianos.
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