UM GRANDE JOGO – SEM GOLS, MAS TÁTICO
Portugal veio a campo no esquema
4-3-3 pelas características de seus jogadores. No entanto, o que se viu foi o
recuo de Cristiano Ronaldo e Danny para a faixa mediana do campo para armar
junto a Deco, compondo o famoso 4-2-3-1, com Liedson avançado no ataque.
A Costa do Marfim tinha a mesma
proposta tática, 4-3-3, mas sem o talento de Drogba, que começou no banco
devido à lesão no cotovelo. Mas o que se destacou no início da partida foi a
estratégia defensiva dos marfinenses, marcando forte a saída de bola lusitana, e
conseguindo seguidos desarmes sobre Mendes e Meireles, os responsáveis por
fazer a bola chegar e Deco e Ronaldo. Costa do Marfim compunha uma primeira linha
de quatro jogadores com seus três avantes e Tioté, armador da equipe, em cima
dos volantes e laterais de Portugal.
Na metade do 1º tempo, Ronaldo
passou a atuar à esquerda, invertendo posições com Danny, até então ineficiente
pela esquerda. Como pontas de fato, atuaram nas costas dos laterais africanos.
Mas a bola não chegava.
O esboço de ataque de Portugal se
dava por arrancadas de Deco ou lançamentos inócuos para Liédson. Meireles, volante
de mais qualidade, era quem precisava iniciar as jogadas para quebrar o
ferrolho marfinense, mas não o fazia. Ambos os times fizeram um 1º tempo muito
cauteloso, estudado.
O ataque marfinense ameaçava nas
costas dos laterais portugueses, mesmo que estes mal atacassem. Os desarmes
feitos pelo meio acionavam rapidamente Kalou pela esquerda e Dindane pela
direita. Mas quem voltou do intervalo infernizando a defesa portuguesa foi
Gervinho, o terceiro atacante marfinense.
UM SEGUNDO TEMPO DE REVIRAVOLTAS - AINDA SEM GOLS
A postura tática eficiente de
Costa do Marfim lhe conferiu uma melhor atuação na partida. Esperava-se que
Portugal tomasse a iniciativa e dominasse a partida. O 1º tempo foi
equilibrado. No 2º, os africanos voltaram melhor e tomaram as rédeas, acuando
os europeus, que ficaram relegados a esporádicos contra-ataques. Dava a
impressão de que a iminente entrada de Drogba resolveria a partida para Costa do
Marfim.
Simão substituiu Danny, e compôs
a segunda linha de quatro jogadores de Portugal, que ficou com três volantes
depois da saída de Deco para a entrada de Tiago. Ronaldo e Liédson ficaram
encarregados das principais ações ofensivas de Portugal, que se postou num
4-3-3, mais cauteloso, com três volantes, tendo em vista que a Costa do Marfim
era melhor.
Como se muda da água para o
vinho, a partir da entrada de Drogba, a Costa do Marfim deixou de ameaçar e de manter
a posse de bola, que ficou mais nos pés portugueses, repetindo o que ocorrera
no 1º tempo. Diferentemente, no entanto, Raul Meireles, o volante de mais
qualidade, saiu mais para o ataque com a bola nos pés. No entanto, para ele e
para toda a seleção lusa, faltou inspiração para mandar a bola para o fundo da
rede.
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