A Eslováquia veio a campo com
quatro jogadores alinhados atrás e apenas um volante de contenção, Strba. Dali
para frente, só jogadores com características ofensivas. Hamsik, craque do time
se deslocava para o meio de campo para viabilizar a saída de bola do time, bem
marcada pelos avantes neo-zelandeses. Fazia, portanto, o papel de volante, mas
também estava incumbido de criar as jogadas de ataque.
O aspecto interessante do time
eslovaco era a movimentação de seus jogadores, que confundia a marcação kiwi.
Weiss começou pela direita, mas também caía pela esquerda e armava pelo meio,
com Hamsik. Vittek compunha o meio de campo pela direita, mas com a posse de
bola também abria pela esquerda. Sestak se mantinha como referência na frente,
enquanto que o outro atacante, Jendrisek, deslocava-se para os lados do campo,
levando a marcação de um dos zagueiros. É o esquema que PVC denominou com “da
moda”, o 4-1-3-2.
Já a Nova Zelândia estava
claramente perfilada com um centroavante, Fallon, e dois jogadores abertos nas
pontas, os três marcando a saída de bola eslovaca. Pela composição defensiva
dos kiwis, o esquema era um 3-4-3, com Bertos e Lochhead atuando pelos lados do
campo, mas preenchendo o meio com Vicelich e Elliot na contenção. Era um time
sem ligação para os três avantes, o que explica os diversos lançamentos para a
área, que até resultaram em algumas finalizações. A referência era sempre
Fallon.
A Eslováquia dominou a posse de
bola e o jogo após 20’ do primeiro tempo, mas não conseguiu se diferenciar da
Nova Zelândia a ponto de merecer a vantagem no placar, por conta de uma
primeira etapa com muitas finalizações incorretas e poucas certas.
Mas nem bem as equipes voltaram
do intervalo e a Eslováquia acertou o pé. Ou melhor, a cabeça: Vittek marcou
aos 5’, em jogada iniciada por Weiss pela direita do ataque. De se destacar a
movimentação do filho do técnico. Weiss começou o 1º tempo pela direita, mas
jogou a maior parte na esquerda. Voltou no segundo tempo novamente pela direita,
e deu certo.
Com a vantagem no placar, Strba,
o único volante eslovaco, passou a compor uma linha de cinco defensores (5-3-2)
quando a equipe era atacada. A Eslováquia deu campo para a Nova Zelândia se
arriscar, e se postou no contra-ataque, levando perigo. Mas atraiu demais os
kiwis, que empataram nos acréscimos do modo como tentou a partida toda: o jogo
aéreo.
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