TIMES IGUAIS NO INÍCIO
Ambas as seleções se postaram num
4-4-2 semelhante em campo, e esse fator contribuiu para a dificuldade de
criação de jogadas, já que as linhas de meio campo se anulavam.
Os EUA vieram com uma
interessante mudança em comparação com o jogo contra a Inglaterra. Saiu o
volante de pegada, Clark, e entrou Torres, canhoto e com mais recursos. Os
norteamericanos tiveram, portanto, mais qualidade na saída de bola para Donovan
e Dempsey. Entretanto, isso não se viu até a metade do 1º tempo.
A Eslovênia veio com praticamente
o mesmo time da estreia, substituindo um centroavante (Dedic) por outro (Ljubijankic),
que ao lado de Novakovic eram a referência para as jogadas de Kirm e Birsa,
assim como contra a Argélia.
O DIFERENCIAL – MOVIMENTAÇÃO QUE RESULTA EM GOL
A Eslovênia começou mantendo a
posse de bola no ataque. Aos 7’, Birsa cruzou e Novakovic furou. Aos 13’, Birsa
recebeu livre entre as linhas de marcação dos EUA e finalizou com um belo
chute, abrindo o placar.
Os EUA não foram capazes de fazer
o mesmo. Foi um time pouco inspirado no 1º tempo, que não agrediu os eslovenos
e não criou nenhuma chance de gol. Precisava urgentemente do intervalo para
corrigir seus erros. Donovan e Dempsey decepcionavam.
A coisa ficou pior com o segundo
gol esloveno, Ljubijankic, para espanto deste blogueiro,
quando os EUA eram
melhores em campo, muito embora carentes de criatividade.
O JOGO PEGA FOGO NO 2º TEMPO
Bob Bradley fez duas alterações
no intervalo. A zaga eslovena, sólida em toda a Copa até então, falhou com Cesar
no início do segundo tempo, e Donovan fuzilou, para colocar os americanos de
volta ao jogo. Um gol cedo era tudo o que os EUA precisavam.
Donovan, aliás, voltou atuando
pela direita, justamente por onde saiu o gol. Falando das alterações, Edu
entrou para jogar na vaga de Torres, ficando mais preso à proteção da defesa dos
EUA. Feilhaber entrou para preencher o meio onde jogou Donovan no 1º tempo,
enquanto que este foi deslocado para o ataque, em parceria com Altidore. O
esquema se manteve, mas os norte-americanos demonstraram muito mais vigor.
O jogo ficou franco, para ambos
os lados. Os volantes norte-americanos saíram mais para o jogo, e Bob Bradley
mandou mais um atacante a campo. A Eslovênia não abdicou do direito de atacar,
mostrando muita personalidade. Na defesa, não voltou a falhar.
Em um lançamento na área, o forte
Altidore desviou justamente para Bradley, que apareceu como elemento surpresa
na área eslovena, e empatou aos 37’. O diferencial que a Eslovênia usou no 1º
tempo foi a arma dos EUA no 2º.
O técnico esloveno já havia promovido
a entrada do atacante Pecnik, e colocou o goleador Dedic no final da partida,
em busca da vitória desperdiçada nos últimos minutos da partida.
A QUASE GRANDE SURPRESA DA COPA
A Eslovênia esteve perto de ser a
grande surpresa da Copa, pois confirmando a vitória parcial sobre os EUA seria
a primeira seleção classificada. Agora, terá que resolver seu futuro diante da
favorita Inglaterra. Já os EUA demonstraram força de recuperação, e um
resultado que dá moral para buscar a classificação diante da fraca Argélia. O
grupo que encaminhava para uma baita surpresa, agora deve confirmar as
expectativas, a menos que a Eslovênia volte a surpreender...
Nenhum comentário:
Postar um comentário