O jogo começou com bastante
intensidade: quatro cartões amarelos em 20’ de partida. A Sérvia veio com três
alterações em relação à estreia, mas manteve o esquema tático, um 4-5-1, com Krasic
jogando pela ponta direita como a melhor válvula de escape dos sérvios. E o
próprio Krasic recuava para formar uma linha de quatro defensores a frente da
defesa quando os alemães trocavam passes. O primeiro volante do time recuava
para a linha de zagueiros para formar uma barreira intransponível ao ataque da
Alemanha, apesar da movimentação dos volantes e de Özil, que havíamos visto na
estreia.
A Alemanha repetiu o time que
goleou a Austrália. Pela boa partida na estreia, isso era um bom indicador. No
entanto, a equipe enfrentou muita dificuldade para criar contra uma Sérvia bem
fechada e que saía com velocidade para os contra-ataques, principalmente
pegando os volantes Khedira e Schweinsteiger desprevenidos. Prova de que
Radomir Antic, técnico sérvio, observou bem a estreia dos alemães.
CURIOSIDADE
Melhor em campo pela Sérvia, Krasic
atuava sobre o lateral esquerdo Badstuber e levava ampla vantagem. Entretanto,
o lateral alemão que mais subia e levava perigo era Lahm, pela direita. A
dobradinha Sérvia Kolarov-Jovanovic poderia ser mais insinuante e perigosa por ali.
OUTRA EXPULSÃO DECISIVA
Como chamara a atenção, o número
de cartões foi determinante para os rumos da partida. Em outra falta no meio de
campo, Klose, artilheiro alemão, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Logo
depois, como que por mágica, a Sérvia abriu o placar usando a altura de Zigic,
que ganhou de Metersacker no cruzamento de Krasic pela direita, e a bola sobrou
para a finalização de Jovanovic.
Assim como a expulsão do
nigeriano Kaita, ontem, o cartão vermelho de Klose dava mostras de que iria
mudar o resultado natural da partida. A diferença é que Kaita mereceu ser
expulso. Klose, não.
Mesmo sem a referência no ataque,
a Alemanha continuou melhor na partida e levou perigo ao gol sérvio com
Podolski e Müller, ainda abertos pelos lados, munidos por Özil. Burramente, a
Sérvia repetiu o erro da estreia e cometeu pênalti muito semelhante, desta
feita com Vidic. Mas Podolski jogou fora a chance, ou melhor, jogou no gol, mas
Stojkovic defendeu.
O ABAFA ALEMÃO
O técnico alemão Joachim Löw
abriu mão até mesmo de seu lateral esquerdo, o combalido Badstuber, em prol de um
atacante de referência, para refazer o setor ofensivo do time. A Alemanha criou
boas chances, mas não conseguiu concretizá-las. Ofereceu o campo aos sérvios,
mas o risco era calculado. Os germânicos foram ao ataque na base do “perdido
por um, perdido por dois, três”, tendo em mente o saldo positivo construído
contra a Austrália.
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