quinta-feira, 17 de junho de 2010

Grécia 2x1 Nigéria

DISPOSIÇÃO TÁTICA DAS EQUIPES
O time grego veio com três alterações em relação à primeira partida contra a Coreia do Sul. Veio a campo com menos atacantes, mas não por isso deixou de ser menos ofensiva. O time ganhou consistência no meio de campo, com os volantes Tziolis e Katsouranis adiantados e Torosidis e Vyntra subindo ao ataque, para dar opção de passe e jogada. Depois de fracassar no 4-3-3, Otto Hehaggel armou a Grécia no 3-5-2, com Karagounis (o camisa 10) sendo o principal homem de meio campo e de chegada ao ataque. Kyrgiacos entrou na zaga.

Apesar das alterações em relação ao confronto contra a Argentina na estreia, a Nigéria veio a campo com a mesma proposta tática, mas com mais técnica com as entradas de Odemwingie e Uche, preenchendo nos lugares de Obasi e Obinna. O primeiro, veloz e habilidoso, se juntou a Yakubu no ataque. O segundo jogou pelo lado esquerdo do meio campo, alinhado com Kaita, que estava na direita: 4-4-2.

1º GOL NIGERIANO NA ÁFRICA. 3ª FALHA GREGA
Contrariando de meu palpite para o jogo, um empate sem gols, confiando na defesa grega mais uma vez, a fortaleza da Grécia ruiu com menos de 15’ de jogo, em mais um gol tolo. Outro aspecto que não mudou foi o ataque da Grécia, que não era capaz de agredir os nigerianos.

A DINÂMICA DO JOGO MUDA
Um lance isolado aos 33’ mudou a disposição tática na partida. Kaita, meio de campo pelo lado direito da Nigéria, agrediu Torosidis sem cerimônia, e foi expulso. O técnico da Grécia logo sacou um dos zagueiros e escalou Samaras, titular no 1º jogo como atacante pela esquerda. E foi ali mesmo que o camisa 7 foi jogar. A Grécia voltou ao 4-3-3.

E a dinâmica do jogo mudou, pois os gregos passaram a acreditar novamente. Em um chute desviado, o empate aos 43’, com Salpingidis. Odemwingie recuou para formar a linha de marcação na esquerda do ataque grego, por onde tudo começava. Desnecessário dizer que essa adequação acabou com o ataque nigeriano, mas logo veio o intervalo.

Com um a mais, o 4-3-3 grego, que fracassou na estreia, funcionou. Isso se deu porque os volantes gregos se soltaram, já que não tinham mais que se preocupar na marcação. O momento do gol é sintomático disso: Katosuranis recebe dentro da área e rola para Salpingidis bater.

A etapa final do 1º tempo foi um prenúncio do que seria o 2º: pressão grega e resistência nigeriana. Os africanos se postaram no 4-4-1, e ainda conseguiram armar contra-ataques (em um deles Obasi perdeu o gol sem goleiro), graças à plenitude física de seus jogadores. Mas a Grécia era evidentemente mais perigosa, mas com o repertório previsível: cruzamentos na área. Em mais um deles, chute violento de fora da área que Eneyema não segurou, e Torosidis virou o placar.

Como desgraça pouco é bobagem para a infeliz tarde nigeriana, Echiejile, que entrara no lugar do contundido Taiwo, também se machucou...


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