O time grego veio com três
alterações em relação à primeira partida contra a Coreia do Sul. Veio a campo
com menos atacantes, mas não por isso deixou de ser menos ofensiva. O time
ganhou consistência no meio de campo, com os volantes Tziolis e Katsouranis
adiantados e Torosidis e Vyntra subindo ao ataque, para dar opção de passe e
jogada. Depois de fracassar no 4-3-3, Otto Hehaggel armou a Grécia no 3-5-2,
com Karagounis (o camisa 10) sendo o principal homem de meio campo e de chegada
ao ataque. Kyrgiacos entrou na zaga.
Apesar das alterações em relação
ao confronto contra a Argentina na estreia, a Nigéria veio a campo com a mesma
proposta tática, mas com mais técnica com as entradas de Odemwingie e Uche,
preenchendo nos lugares de Obasi e Obinna. O primeiro, veloz e habilidoso, se
juntou a Yakubu no ataque. O segundo jogou pelo lado esquerdo do meio campo,
alinhado com Kaita, que estava na direita: 4-4-2.
1º GOL NIGERIANO NA ÁFRICA. 3ª FALHA GREGA
Contrariando de meu palpite para
o jogo, um empate sem gols, confiando na defesa grega mais uma vez, a fortaleza
da Grécia ruiu com menos de 15’ de jogo, em mais um gol tolo. Outro aspecto que
não mudou foi o ataque da Grécia, que não era capaz de agredir os nigerianos.
A DINÂMICA DO JOGO MUDA
Um lance isolado aos 33’ mudou a
disposição tática na partida. Kaita, meio de campo pelo lado direito da
Nigéria, agrediu Torosidis sem cerimônia, e foi expulso. O técnico da Grécia
logo sacou um dos zagueiros e escalou Samaras, titular no 1º jogo como atacante
pela esquerda. E foi ali mesmo que o camisa 7 foi jogar. A Grécia voltou ao
4-3-3.
E a dinâmica do jogo mudou, pois
os gregos passaram a acreditar novamente. Em um chute desviado, o empate aos 43’,
com Salpingidis. Odemwingie recuou para formar a linha de marcação na esquerda
do ataque grego, por onde tudo começava. Desnecessário dizer que essa adequação
acabou com o ataque nigeriano, mas logo veio o intervalo.
Com um a mais, o 4-3-3 grego, que
fracassou na estreia, funcionou. Isso se deu porque os volantes gregos se
soltaram, já que não tinham mais que se preocupar na marcação. O momento do gol
é sintomático disso: Katosuranis recebe dentro da área e rola para Salpingidis
bater.
A etapa final do 1º tempo foi um prenúncio
do que seria o 2º: pressão grega e resistência nigeriana. Os africanos se
postaram no 4-4-1, e ainda conseguiram armar contra-ataques (em um deles Obasi
perdeu o gol sem goleiro), graças à plenitude física de seus jogadores. Mas a
Grécia era evidentemente mais perigosa, mas com o repertório previsível:
cruzamentos na área. Em mais um deles, chute violento de fora da área que
Eneyema não segurou, e Torosidis virou o placar.
Como desgraça pouco é bobagem
para a infeliz tarde nigeriana, Echiejile, que entrara no lugar do contundido
Taiwo, também se machucou...
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