sábado, 19 de junho de 2010

Holanda 1x0 Japão

A ONDA “CATENACCIO”
Mais um jogo amarrado, como estamos começando a ficar acostumados. Tal qual aquele Barcelona x Inter de Milão pela semifinal da Champions League desse ano, e assim como o embate entre Suíça e Espanha, nessa Copa do Mundo, o Japão montou um ferrolho defensivo pra encarar a seleção holandesa, que repetiu a escalação da estreia vitoriosa (4-2-3-1).

NO 1º TEMPO, O JAPÃO ATINGE SEUS OBJETIVOS, A HOLANDA, NÃO.
Depois de uma surpreendentemente boa estreia, os japoneses repetiram a escalação, mas alteraram a ênfase: Vieram mais preocupados em defender, ainda que a vocação dessa equipe seja ofensiva, de velocidade. Sem a posse de bola, um 4-5-1 com os meias criativos mostrando que também sabem marcar. Talvez essa seja a estratégia mais adequada para enfrentar os holandeses.

Pelo menos no 1º tempo, os nipônicos foram exitosos, concedendo apenas três finalizações à Holanda. Só uma delas no alvo. Se tomarmos a metáfora do jogo WAR, podemos dizer que o Japão venceu a batalha parcial, atingindo os objetivos a que se propôs, pois minou as metas da seleção laranja.

REVISÃO DE ESTRATÉGIAS NO 2º TEMPO
A Holanda voltou arriscando jogadas de maior profundidade, mais acintosas. Van Persie teve duas oportunidades. Em uma cabeceou fraquinho para defesa de Kawashima. Em outra, teve chance parecida com um sem-pulo que concretizou perfeitamente em amistoso contra o México. Desta feita, pegou de joanete na bola.

Como algo sintomático, a postura mais agressiva da Holanda logo surtiu efeito. Snejder pegou o rebote de um cruzamento de Kuyt que Van Persie não dominou. O mesmo Snejder, que compôs o ferrolho que parou o Barcelona, pegou em cheio na Jabulani, certamente dificultando a vida do goleiro japonês.

O gol foi interessante para a dinâmica da partida. Será que os nipônicos aceitariam a derrota ou mudariam a postura para recuperar o ponto perdido?
A julgar pelo par de finalizações e escanteios obtidos logo após o gol sofrido, o Japão havia decidido partir para cima.

Porém, a Holanda suportou bem o esboço de pressão nipônica, sem precisar alterar seu esquema de jogo, o que indica uma seleção bem equilibrada. O jogo estaria resolvido não fossem as duas finalizações incorretas de Afellay, que foi infeliz quando ficou frente a frente com o goleiro do Japão.


Um comentário:

Júlia Vergueiro disse...

Muita gente dizendo que esperava mais da Holanda. No entanto, como em todos os jogos dessa Copa, o pessoal esquece do potencial dos adversários "menos favoritos".

O Japão não é uma Coréia nem uma Austrália. São determinados e muito velozes. Pra quem acha que os japoneses são pequenininhos, devem ter se surpreendido com a força dos nipônicos.

A Holanda pegou 2 times muito melhores do que as previsões feitas para eles, e soube ganhar com eficácia.

E a zaga holandesa, enquanto Robben não entra em ação, tem sido o grande ponto forte dessa seleção.

Que venha a segunda fase..Holanda e Japão se classificarão! =)