Mais um jogo amarrado, como
estamos começando a ficar acostumados. Tal qual aquele Barcelona x Inter de
Milão pela semifinal da Champions League desse ano, e assim como o embate entre
Suíça e Espanha, nessa Copa do Mundo, o Japão montou um ferrolho defensivo pra
encarar a seleção holandesa, que repetiu a escalação da estreia vitoriosa
(4-2-3-1).
NO 1º TEMPO, O JAPÃO ATINGE SEUS OBJETIVOS, A HOLANDA, NÃO.
Depois de uma surpreendentemente
boa estreia, os japoneses repetiram a escalação, mas alteraram a ênfase: Vieram
mais preocupados em defender, ainda que a vocação dessa equipe seja ofensiva,
de velocidade. Sem a posse de bola, um 4-5-1 com os meias criativos mostrando
que também sabem marcar. Talvez essa seja a estratégia mais adequada para
enfrentar os holandeses.
Pelo menos no 1º tempo, os
nipônicos foram exitosos, concedendo apenas três finalizações à Holanda. Só uma
delas no alvo. Se tomarmos a metáfora do jogo WAR, podemos dizer que o Japão
venceu a batalha parcial, atingindo os objetivos a que se propôs, pois minou as
metas da seleção laranja.
REVISÃO DE ESTRATÉGIAS NO 2º TEMPO
A Holanda voltou arriscando
jogadas de maior profundidade, mais acintosas. Van Persie teve duas
oportunidades. Em uma cabeceou fraquinho para defesa de Kawashima. Em outra,
teve chance parecida com um sem-pulo que concretizou perfeitamente em amistoso
contra o México. Desta feita, pegou de joanete na bola.
Como algo sintomático, a postura
mais agressiva da Holanda logo surtiu efeito. Snejder pegou o rebote de um cruzamento
de Kuyt que Van Persie não dominou. O mesmo Snejder, que compôs o ferrolho que
parou o Barcelona, pegou em cheio na Jabulani, certamente dificultando a vida
do goleiro japonês.
O gol foi interessante para a
dinâmica da partida. Será que os nipônicos aceitariam a derrota ou mudariam a
postura para recuperar o ponto perdido?
A julgar pelo par de finalizações
e escanteios obtidos logo após o gol sofrido, o Japão havia decidido partir
para cima.
Porém, a Holanda suportou bem o
esboço de pressão nipônica, sem precisar alterar seu esquema de jogo, o que
indica uma seleção bem equilibrada. O jogo estaria resolvido não fossem as duas
finalizações incorretas de Afellay, que foi infeliz quando ficou frente a
frente com o goleiro do Japão.
Um comentário:
Muita gente dizendo que esperava mais da Holanda. No entanto, como em todos os jogos dessa Copa, o pessoal esquece do potencial dos adversários "menos favoritos".
O Japão não é uma Coréia nem uma Austrália. São determinados e muito velozes. Pra quem acha que os japoneses são pequenininhos, devem ter se surpreendido com a força dos nipônicos.
A Holanda pegou 2 times muito melhores do que as previsões feitas para eles, e soube ganhar com eficácia.
E a zaga holandesa, enquanto Robben não entra em ação, tem sido o grande ponto forte dessa seleção.
Que venha a segunda fase..Holanda e Japão se classificarão! =)
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