


A contusão e corte de Michael
Ballack às vésperas da competição teve grande repercussão na imprensa e seleção
alemãs. Contudo, a julgar pelas atuações um tanto quanto apagadas do
meio-campista do Chelsea nas últimas temporadas, essa ausência não deve
comprometer a campanha germânica na primeira fase – a ver se comprometerá o
restante da participação da Alemanha
na Copa. O grupo D é equilibrado, mas o patamar das demais seleções é inferior
ao da equipe comandada por Joachim Löw, tanto em qualidade, quanto em tradição. Entende-se
que a campanha das Eliminatórias, quando teve desempenho invicto em 10
partidas, não seja o principal referencial dessa seleção para o torneio na
África.
A Austrália encara o grande desafio de repetir o feito de 2006,
quando avançou no grupo que tinha Brasil, Croácia e Japão. Desta feita, os
demais adversários que brigam pela segunda vaga são mais consistentes e ameaçam
a conquista desse feito. A esperança está nos “trintões” Harry Kewell e Tim
Cahill. A equipe foi uma das primeiras a se classificar para a Copa do Mundo de
2010, mas esse fato não lhe privou de cair em um grupo que pode fazer com que
seja uma das seleções que voltará para casa mais cedo.
A Sérvia chega credenciada pela campanha que a classificou
diretamente para a Copa da África, mandando a tradicional França para a
repescagem. Entretanto, a equipe também busca tentar esquecer a campanha na
última Copa, quando jogou ao lado de Montenegro e perdeu todas as partidas, incluindo
uma acachapante goleada de 6x0 para a Argentina. A força da equipe é,
notadamente, o setor defensivo, que conta com Vidic, do Manchester United, e
Ivanovic do Chelsea, além dos demais jogadores, que também atuam nos principais
clubes da Europa. Mas não se deve esquecer o destaque ofensivo dessa seleção,
Krasic, que, por enquanto, atua no CSKA Moscou.
A seleção ganense dificilmente repetirá a classificação de certo modo
surpreendente na Copa d Alemanha em 2006. Naquela ocasião, deixou República Tcheca
e EUA para trás. Dessa vez, a provável ausência do craque do time, Michel
Essien, do Chelsea, deve fazer a diferença. Isso já foi observado na última
Copa Africana de Nações, em janeiro desse ano. Nesta ocasião, a despeito do
vice-campeonato, a equipe esteve longe de jogar o futebol alegre de 2006. O
mesmo ocorreu nas Eliminatórias africanas para a Copa, quando Gana chegou a ser
derrotada pelas inexpressivas Líbia, Gabão e Benin.
PITACOS: Minha expectativa quanto a essa chave é a ratificação da
Alemanha em primeiro lugar e a classificação da Sérvia na segunda posição, sem grandes
sustos.


Nenhum comentário:
Postar um comentário