quarta-feira, 7 de julho de 2010

Alemanha 0x1 Espanha


Ambas as seleções postadas no 4-2-3-1, com os espanhóis mais versáteis, invertendo posições e tendo mais movimentação que os germânicos.

ESPANHA NA SUA CARACTERÍSTICA, MAS SEM AGREDIR MUITO NO 1º TEMPO
A Espanha começou melhor na partida semifinal contra a Alemanha, não apenas porque mantinha quase 70% da posse de bola – essa é uma das características mais marcantes da Fúria – mas porque impedia os alemães de trocarem sequer três passes seguidos. Os onze jogadores espanhóis estavam praticamente postados da linha de mio campo para frente, encurralando os alemães, e anulando quaisquer tentativas de contra-ataque com sucesso.

Esse foi o panorama da primeira metade do 1º tempo, e duas chances claras foram criadas pela Espanha, com Villa e Puyol. A Alemanha não parecia se incomodar com a pressão espanhola. Parecia jogar diante de um risco calculado. E indicava que o bote no contra-ataque estava preparado caso a Espanha o permitisse, principalmente com a velocidade de Özil e as infiltrações sem bola de Khedira.

Quem teve um bom começo foi Pedro, indicado como substituto de Fernando Torres. A movimentação dele flutuava entre a linha de zagueiros e volantes alemães. Foi assim que ele deixou Villa na cara de Neuer, que fez excelente intervenção logo aos 6’.

A Alemanha terminou o 1º tempo equilibrando a batalha da posse de bola e ligando bolas com Özil e Klose.

A HISTÓRIA SE REPETE NO 2º TEMPO, A ESPANHA É MAIS AGRESSIVA
O 2º tempo foi uma repetição do primeiro, mas com a Espanha mais incisiva, arriscando finalizações e dribles no ataque, fazendo o gol parecer mera questão de tempo, ou de detalhe. O meio campo espanhol fazia Schweinsteiger parecer um mero coadjuvante da partida. A Alemanha se segurava na defesa. E a Espanha mantinha posse de bola acima por mais de 60% do tempo.

Depois de tanto tocar a bola e criar chances, a Espanha só achou seu gol em um lance inesperado pelas características espanholas. Xavi bateu escanteio e Puyol veio de trás para cabecear, sem marcação.

A Alemanha pagou pelo jogo tímido que fez. E a Espanha faturou todas as vitórias em mata-mata nessa Copa vencendo pelo placar mínimo. Mas jogando um futebol de qualidade máxima.


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