Ambas
as seleções postadas no 4-2-3-1, com os espanhóis mais versáteis, invertendo
posições e tendo mais movimentação que os germânicos.
ESPANHA NA SUA
CARACTERÍSTICA, MAS SEM AGREDIR MUITO NO 1º TEMPO
A
Espanha começou melhor na partida semifinal contra a Alemanha, não apenas
porque mantinha quase 70% da posse de bola – essa é uma das características
mais marcantes da Fúria – mas porque impedia os alemães de trocarem sequer três
passes seguidos. Os onze jogadores espanhóis estavam praticamente postados da
linha de mio campo para frente, encurralando os alemães, e anulando quaisquer
tentativas de contra-ataque com sucesso.
Esse
foi o panorama da primeira metade do 1º tempo, e duas chances claras foram
criadas pela Espanha, com Villa e Puyol. A Alemanha não parecia se incomodar
com a pressão espanhola. Parecia jogar diante de um risco calculado. E indicava
que o bote no contra-ataque estava preparado caso a Espanha o permitisse,
principalmente com a velocidade de Özil e as infiltrações sem bola de Khedira.
Quem
teve um bom começo foi Pedro, indicado como substituto de Fernando Torres. A
movimentação dele flutuava entre a linha de zagueiros e volantes alemães. Foi
assim que ele deixou Villa na cara de Neuer, que fez excelente intervenção logo
aos 6’.
A
Alemanha terminou o 1º tempo equilibrando a batalha da posse de bola e ligando
bolas com Özil e Klose.
A HISTÓRIA SE REPETE NO 2º
TEMPO, A ESPANHA É MAIS AGRESSIVA
O
2º tempo foi uma repetição do primeiro, mas com a Espanha mais incisiva,
arriscando finalizações e dribles no ataque, fazendo o gol parecer mera questão
de tempo, ou de detalhe. O meio campo espanhol fazia Schweinsteiger parecer um
mero coadjuvante da partida. A Alemanha se segurava na defesa. E a Espanha mantinha
posse de bola acima por mais de 60% do tempo.
Depois
de tanto tocar a bola e criar chances, a Espanha só achou seu gol em um lance
inesperado pelas características espanholas. Xavi bateu escanteio e Puyol veio
de trás para cabecear, sem marcação.
A
Alemanha pagou pelo jogo tímido que fez. E a Espanha faturou todas as vitórias
em mata-mata nessa Copa vencendo pelo placar mínimo. Mas jogando um futebol de
qualidade máxima.
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