Holanda e Espanha fazem uma final sem favoritos que originará a 8ª equipe no seleto grupo das seleções campeãs mundiais.
A Espanha ainda não encantou os analistas da maneira como se esperava, mas também não cometeu mais nenhum deslize depois da estreia com chocante derrota para a Suíça (0x1). Talvez essa impressão se dê pelo fato de que todos os jogos envolvendo a Espanha tiveram poucos gols (além da derrota para os suíços, quando passaram em branco, 2x0 em Honduras, 2x1 no Chile, e 1x0 nos três jogos mata-mata que fez diante de Portugal, Paraguai e Alemanha).
A Holanda possui uma série de 25 jogos sem derrotas, e venceu todos os jogos que fez na Copa até aqui. Entretanto, à exceção feita pela estreia diante da Dinamarca (2x0), as outras partidas foram vencidas de maneira pragmática, ainda que merecida, mas jamais com folga no placar (1x0 Japão, 2x1 Camarões, 2x1 Eslováquia, 2x1 Brasil e 3x2 Uruguai).
EQUIPES CHEGAM À FINAL SEM ENCANTAR. FRUSTRANTE? NEM PENSAR!
A série invicta da Holanda é bastante relevante, e levou o time laranja para sua terceira final de Copa do Mundo, mesmo sem ter encantado. A Espanha começou o torneio dando chance para o azar e para aqueles que sempre desconfiam de seu talento, mas atingiu seu objetivo, mesmo sem encantar. Dessa forma, temos dois grandes times que envolviam muitas expectativas antes de o torneio começar por conta do estilo vistoso de jogar de seus craques. No entanto, quando ambas as seleções atingem o objetivo maior do torneio, paira no ar a crítica de um futebol supostamente burocrático, pragmático demais para a tradição dos dois times. Mas o raciocínio deve ser revertido. É por terem percebido a necessidade de por os pés no chão, ou no campo, e a cabeça no lugar, jogando taticamente, que o talento das duas equipes as levou para essa final, da qual sairá um campeão inédito.
Acredito que a Espanha leva ligeira vantagem no talento individual de seus jogadores vis-à-vis os holandeses. Além disso, a Fúria, ora com Pedro, Fernando Torres, ou mesmo Jesús Navas atuando como ponta direita, possui mais variação de jogadas do que a Holanda de Bert van Marwijk, que pode ter chegado à final jogando pragmaticamente, mas conquistar um título mundial demanda mais do que isso. A partida não tem favoritos, mas eu tenho um palpite por mera sensibilidade.
Palpite: ESPANHA
Nenhum comentário:
Postar um comentário