Paraguai
e Espanha entraram em campo para disputar uma das vagas para as semifinais da
Copa do Mundo 2010 com obrigações distintas.
A
Espanha, pelo favoritismo inegável, carregava consigo a pressão para chegar
entre os quatro melhores pela primeira vez em 60 anos de Copa do Mundo. O
Paraguai, que já havia conquistado o melhor resultado da história do país em
Mundiais, buscava alçar vôos mais altos, embora fosse mesmo uma baita zebra.
A
Espanha veio postada no 4-4-2 de muita movimentação, como se viu durante o
torneio, que basicamente se configurava no 4-2-3-1, com o trio Xavi-Iniesta-Villa
e Torres à frente. Novamente, como já havia sido visto anteriormente, Fernando
Torres não reuniu condições de jogar à altura de seu talento. E, dessa forma,
Villa era a referência da Fúria. O Paraguai foi escalado pelo argentino Gerardo
Martínez com diversas modificações por conta de jogadores suspensos e por opção
tática. O 4-4-2 deu lugar ao 4-3-3 das primeiras exibições.
A
partida foi bastante disputada pelo fato de o Paraguai ter entrado para não
sofrer gols, e, à la Suíça, buscar um contra-ataque arrebatador. A seleção
guarani foi bastante eficaz dentro daquilo a que se propôs, anulando a Espanha
e até chegando ao gol no 1º tempo, invalidado pelo auxiliar. A Fúria não levou
perigo. Apenas uma finalização de Xavi, por cima do gol, fez a torcida
espanhola suspirar.
O
2º tempo foi uma réplica do primeiro, mas com doses extras de emoção, graças à
atuação do árbitro guatemalteca Carlos Batres. Um pênalti claro dado para o Paraguai
foi desperdiçado por Cardozo – Casillas defendeu. Outro, no minuto seguinte,
nem tão claro, foi marcado para a Espanha. Xabi Alonso fez na primeira
tentativa. Mas o árbitro mandou voltar, alegando . Na segunda cobrança, Villar
defendeu, e, no rebote, Fábregas sofreu pênalti de Villar, não assinalado por
Batres.
Mas
David Villa estava com o pé na forma. E se tornou artilheiro da Copa 2010 aos 39' do 2º tempo. A Espanha passou sofrido, mais uma vez.
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