O Uruguai vai a campo na Cidade do Cabo com a sensação de dever cumprido, o que pode ser bom ou ruim, na medida em que estarão psicologicamente tranquilos, pouco pressionados. A ver se esse fator afetará o desempenho do time celeste em campo. O que certamente irá prejudicar o jogo do Uruguai é a série de desfalques com a qual o técnico Oscar Tabárez terá de lidar: o artilheiro Suárez, expulso contra Gana, suspenso; o cherife da zaga, Lugano, contundido; o armador, Lodeiro, com o pé quebrado, está fora da Copa; o lateral-esquerdo absoluto, Fucile, suspenso por dois cartões amarelos. São três peças-chave do time titular, além de um dos poucos reservas com inspiração para mudar uma partida, que estão sem condições de jogo.
A Holanda, por sua vez, venceu todas as cinco partidas que disputou, inclusive uma virada contra o Brasil. EM minha opinião, é franca favorita, apesar de reconhecer que o Uruguai venderá caro uma eventual eliminação.
Palpite: HOLANDA
Alemanha e Espanha reeditam a final da Euro 2008, da qual a Espanha saiu vencedora e rasgou o rótulo de "virgem" do futebol mundial. A Alemanha apresentou o melhor futebol da Copa, e angariou a simpatia de boa parte dos brasileiros. Mas acredito ser um engano dar por favas contadas a semifinal contra a Espanha, e até mesmo o tetracampeonato germânico. Vale lembrar que a Alemanha corria o risco de nem passar para as Oitavas de Final, pois foi derrotada pela Sérvia e ganhou de Gana no sufoco. É sobre essas partidas que se deve fazer uma análise para o jogo contra a Espanha, pois Vicente del Bosque, técnico espanhol, certamente vai rever essas partidas e preparar sua seleção para neutralizar o jogo alemão. E lembro ainda que a Espanha ainda não explodiu nessa Copa, mas possui de longe o elenco mais qualificado da Copa ofensivamente, e defensivamente não deixa a desejar, apesar de a dupla Puyol-Piqué não ter feito jus ao sucesso que têm no Barcelona.
Ambas as eleções devem partir para o 4-2-3-1. Müller é desfalque na Alemanha. Trchowski deve substituí-lo como tem ocorrido nessa Copa. A Espanha, por sua vez, pode se dar ao luxo de abir mão de Fernando Torres para escalar David Silva ou Fábregas. Será um grande jogo, sem favorito algum, em que dar palpites representa uma mera aposta, sem fundamentos.
Palpite: ESPANHA, para fazer uma final inédita contra a Holanda, ambas sem títulos mundiais.
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