URUGUAI DESFIGURADO,
HOLANDA IGUAL TATICAMENTE
Devido
aos diversos desfalques do Uruguai para a partida, o técnico Oscar Tabarez precisou
alterar bastante o time, inclusive taticamente, já que, sem Suárez, a opção foi
por recolocar Forlán no ataque, em vez de tê-lo como armador no meio de campo.
Assim, o volante Gargano entrou no time, e a Celeste se postou no 4-1-3-2, mas
com quatro volantes de origem no meio, mais destacados na marcação dos alas e
meio-campistas holandeses do que na criação propriamente dita.
A
Holanda veio no seu bem treinado 4-2-3-1, com De Zeeuw no lugar de De Jong
suspenso, do mesmo modo que Van der Wiel cedeu a vaga para Boulahrouz na
lateral-direita.
MARCAÇÃO URUGUAI É O NOME
DO JOGO NO 1º TEMPO
E
a Holanda começou tomando a iniciativa do jogo, como é característica desse
time, procurando manter a posse de bola no ataque. No entanto, encontrou uma
dificuldade do tamanho do ímpeto uruguaio na marcação. A saída de bola
holandesa sofria, e não conseguia acumular quatro passes seguidos. O Uruguai
começou melhor dentro daquilo a que se propôs para o jogo, pois conseguia
recuperar a posse de bola e ligá-la para Forlán e Álvaro Pereira, bem aberto na
meia-esquerda do ataque, e conseguia criar oportunidades em meio à defesa
europeia.
A
Holanda não conseguia passar da intermediária com a bola nos pés. Sneijder era
bem anulado, e errava passes. Mas a seleção laranja, apesar de tensa, nervosa,
mantinha a bola no ataque. Em uma dessas posses, Van Bronckhorst, veterano
lateral-esquerdo, acertou um chute que poucos conseguiriam dar em uma semifinal.
Um golaço! Prova de um time em grande fase, e confiante.
A Holanda estava a frente do placar, mas o
jogo era muito igual, equilibrado. Para tornar as coisas mais justas, Forlán,
sempre ele, empatou o jogo, também em finalização de esquerda, de fora da área,
como havia sido o gol laranja.
URUGUAI VAI MUITO BEM, MAS FASE
DA HOLANDA É IRRESISTÍVEL
No
2º tempo, a Holanda veio com o ofensivo Van der Vaart no lugar de De Zeeuw, e a
Holanda passou a atuar com apenas um volante. Prenúncio de uma Holanda atacando
mais. No entanto, o que ocorreu de fato foi que a marcação uruguaia foi
adiantada, e a bola mal chegava a Van der Vaart ou os demais jogadores de
criação da Holanda. O Uruguai colocou a Holanda no bolso, e passou a ter
grandes chances roubando a bola no seu próprio campo de ataque.
A
Holanda teve a primeira chance no 2º tempo apenas aos 23’, em lance originado
de um chutão, único recurso concedido pela marcação uruguaia. Mas, aos 25’, a
Holanda tocou a bola várias vezes, como ainda não havia conseguido fazer. Em um
chute fortuito, despretensioso, a bola de Sneijder desviou duas vezes antes de
entrar lentamente no gol de Muslera. A Holanda estava a frente de novo, mais
uma vez quando o jogo não lhe era favorável. Apenas três minutos depois, saiu
outro gol laranja.
Precisando
sair para o jogo, os volantes do Uruguai abandonaram Kuyt na ponta esquerda. O
atacante holandês recebeu e teve tempo para calcular o cruzamento. Robben
aproveitou que Godín chegou atrasado, e cabeceou para o fundo do gol. O placar
não representava o que foi o jogo. Mas estava feito.
A
Holanda matou o jogo, e a classificação.
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