O
resultado de Argentina e Alemanha foi, evidentemente, surpreendente pela
disparidade do placar entre duas equipes que faziam mais uma vez o clássico
mais repetido das Copas do Mundo.
Entretanto,
a vitória e a classificação alemãs não foram nem de perto uma surpresa para
este blogueiro. Conforme estava anunciado, o esquema 4-2-3-1 de Joachim Löw
estava claramente desenhado para vencer o remendado meio de campo argentino,
armado mais uma vez no 4-1-3-2, em que esse “1” solitário, sobrecarregado, como
queiram, era Mascherano.
Como
se sabe, Di Maria e Máxi González não são reconhecidamente bom marcadores. São,
pelo contrário, grandes jogadores no quesito técnica e habilidade. O mesmo vale
para Messi, mas, é claro, o 10 portenho é muito melhor que os outros dois.
O DESASTRE ARGENTINO
ANUNCIADO – POR MARADONA
O
desenho tático indicava o massacre alemão na medida em que o trio de armadores
alemão não precisava marcar os laterais argentinos, que nunca subiam com perigo
(quando iam ao ataque, a natureza se encarregava de marcar Heinze e Otamendi,
pois eles não possuem o cacoete ofensivo). Em contrapartida, fechavam a saída
de bola argentina, e, quando retomavam a posse de bola, já estavam em superioridade
numérica contra Mascherano, o solitário, jogando por dentro do ataque. Isso sem
falar nos polivalentes Khedira e Schweinsteiger, que, além de marcar muito bem
e anular o meio de campo argentino, distribuíam bolas e até apareciam no
ataque, como no terceiro gol germânico.
É
bem verdade que o gol de Müller logo no início da partida facilitou, e muito, o
trabalho alemão, principalmente porque deu tranqüilidade aos jovens comandados
de Joachim Löw, que conseguiram segurar o ímpeto argentino, por vezes
desordenado, no 1º tempo.
O
esquema tático argentino – e Mascherano – clamava por alterações, que não
ocorreram até o gol de Klose, fazendo 2x0, que decretou a derrota argentina,
logo aos 23’, confirmada pelas alterações de Maradona, que lançava atacantes e
permanecia com Mascherano, o sobrecarregado, e agora pendurado, buscando evitar
uma goleada. Em vão.
O
resultado escancarou um técnico que entende de futebol, vitorioso, e um
ex-jogador que se destacou mais pelo comportamento cômico extracampo do que pelo
trabalho como técnico.
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