ZEBRAS AFRICANA E
SUL-AMERICANA
Uruguai
e Gana se enfrentavam em confronto histórico e improvável para uma quartas de
final de Copa do Mundo. Este blogueiro apostara na eliminação de ambas as
equipes na 1ª fase do torneio, portanto imagine o tamanho da surpresa para mim.
Bem, ainda que houvesse grande afã, carisma e torcida para os times africanos nessa
Copa, e que Gana fosse a “esperança da África” antes de começar o torneio
(frase de seu ônibus), poucos imaginavam vê-la em uma semifinal de Mundial.
Igualmente, os uruguaios surpreendiam até mesmo sua população, que na grande
maioria jamais havia visto tamanho triunfo da Celeste.
COM ESQUEMAS CONSOLIDADOS, EQUIPES
TÊM DESFALQUES NA ZAGA
O
Uruguai repetiu o esquema que passou a dar certo a partir da 2ª rodada da Copa,
um 4-4-2 em que Forlán é o armador, o finalizador, o cobrador de faltas, etc.
Mais para um 4-3-1-2, com Cavani aberto pela esquerda e Suárez como
centro-avante. O desfalque importante era o zagueiro Godín, bem substituído por
Victorino.
Gana
armou mais uma vez o sólido 4-1-4-1, com Muntari no lugar de Ayew, suspenso, e
Vorsah na vaga do também suspenso zagueiro Jonathan Mensah.
A
Celeste começou melhor na partida, mas com dificuldade para penetrar no
excelente esquema de marcação montado pelo técnico sérvio de Gana, Milovan
Rajevac. Do outro lado, Gana, que já havia demonstrado dificuldades em criar no
ataque, enfrentava um sólido sistema defensivo montado por Oscar Tabarez. O
placar zerado era justo para a partida. Mas foi alterado no último lance do 1º
tempo. Sorte de gana, que foi para o intervalo sob o buzinaço, ou melhor, vuvuzelaço
da torcida, que foi à loucura com o gol de Muntari, o reserva que começava pela
primeira vez como titular. De longe, ele venceu Muslera, que poderia ter feito
coisa melhor.
O
gol parecia ter sido definitivo para uma partida sem grandes lances. No 2º
tempo, Lodeiro foi escalado para dar mais velocidade na ligação do meio de
campo uruguaio com o ineficiente Cavani e o perigoso Forlán. E foi dos pés de
Forlán, cobrando falta despretensiosa, que saiu o empate que levou a partida
para a prorrogação. Em jogo tão igual, Kingson também poderia ter feito coisa
melhor, como Muslera.
LADO FÍSICO EXPLICA GANA
MAIS PERIGOSA NA PRORROGAÇÃO, E COM A FACA, O QUEIJO, A GOIBADA E O PRATO NA MÃO...
A
prorrogação foi embebida de tensão, entrega total dos jogadores, e extenuação
física. Nesse quesito, Gana estava mais bem condicionada, e por este motivo
chegou a levar mais perigo. No último lance, já nos acréscimos do 2º tempo da
prorrogação, um bate-rebate na área uruguaia resultou no pênalti cometido por
Suárez, que evitou o gol da classificação africana em cima da linha. Gana
chegava mais uma vez no limite, nos segundos finais da partida, como ocorrera
na vitória contra a Sérvia, como fizera no último lance do 1º tempo daquele
mesmo jogo.
Mas
Gyan desperdiçou sua chance, e deu sobrevida aos uruguaios. Ledo erro. O
Uruguai ressurgiu, tal como uma ave fênix, e até Muslera foi bem na série de
penais. A Celeste se classificou com um toque de ‘loucura’ de Sebástian ‘Loco’
Abreu. Sensacional.
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